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Não ter PSDB ao lado deu liberdade para poder criticar governo tucano, diz França

Em entrevista, governador de S.Paulo alfineta Educação sob Geraldo Alckmin e ataca Doria


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

11/09/2018 | 07:00


Primeiro sabatinado em série de entrevistas da Rede Globo com candidatos ao governo de São Paulo, o atual governador paulista, Márcio França (PSB), declarou que o fato de não ter conseguido ser candidato único do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) neste ano “deu liberdade” para ele tecer críticas aos pontos que ele considera ruim na administração tucana, de quem foi vice nos últimos quatro anos.

França buscou unificar o bloco governista em torno de sua candidatura, mas o PSDB decidiu lançar ao Estado o ex-prefeito da Capital João Doria, rachando a base que gere São Paulo há 24 anos ininterruptos. “Estou muito contente com a coligação que foi costurada. Ela me deu liberdade nas ações, inclusive, para poder fazer críticas ao modelo que o PSDB, ao longo dos anos, fez em São Paulo, apesar dos acertos”, disse.

O governador, por exemplo, questionou a condução do Ensino Médio no Estado. Indagado sobre o fato de São Paulo ter sido ultrapassado no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação) por Goiás, Espírito Santo e Pernambuco, o socialista culpou o antecessor. “O Ideb é de 2017, do ano passado”, referindo-se ao fato de ser ainda ser vice quando os dados foram coletados. “Mas reconheço que o problema foi no Ensino Médio, E no Ensino Médio é a principal transformação”, emendou, fazendo mea-culpa na sequência por ter sido integrante da gestão no período.

Nos 20 minutos de sabatina, França fez questão de manter tom ácido contra Doria. Em pergunta sobre o fato de ainda patinar nas pesquisas de intenções de voto, o socialista mirou o rival. “Ainda bem que a eleição não é hoje, dá tempo de o eleitor me conhecer, ver quem parece mais sincero, quem é mais fake. Tenho visto algumas propagandas e vejo candidaturas que parecem bonecos da Magazine Luiza, algo montado”, afirmou o governador, para prosseguir com os questionamentos. “Não dou minha palavra e não cumpro. Não saio no meio do caminho. Fui prefeito e reeleito, com 93% dos votos numa das cidades mais pobres do Estado, com 350 mil pessoas (São Vicente, no Litoral). O que dou a palavra acontece. Não vou inventar, não sou de maquiagem, nada meu é falso, nada fake. É pele, osso e roupa brasileira.”

França também declarou que gostaria de implementar mudanças no governo do Estado, entretanto, a legislação eleitoral série de medidas. “Há essa burocracia.” 



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