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Com banana, preço da cesta básica na região fica mais caro

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor de R$ 597,89 é R$ 1,54 maior que julho e R$ 20,87 a mais do que em agosto de 2017


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

11/09/2018 | 07:07


A cesta básica na região está R$ 20,87 mais cara do que em agosto do ano passado. Atualmente, o consumidor precisa desembolsar R$ 597,89, o que representa uma alta de 3,49% em relação a 2017. Durante o período dos últimos 12 meses, a inflação, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), soma 4,19%.

O levantamento é feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integral de Santo André) e considera a cotação de 34 itens no varejo da região. Em relação ao mês de julho, houve alta de apenas 0,26%, o que representou R$ 1,54 a mais no pagamento.

O produto que apresentou a maior alta nas gôndolas de mercado é uma das frutas mais populares, a banana. Ela teve variação de 11,42% em relação ao mês de julho e é encontrada atualmente pelo preço médio de R$ 3,64 por quilo – no mês anterior, a média era de R$ 3,27.

Segundo o engenheiro da Craisa e coordenador da pesquisa, Fábio Vezzá de Benedetto, diversos motivos podem explicar a alta, mas ele acredita que a mesma seja pontual e não deva ser mantida nos próximos meses. “O que pode justificar é que como viemos de uma época de frio com o inverno, tenha uma oferta menor de produto no mercado, o que encarece o preço. Além disso, como a comparação é com julho, temos as férias escolares que acarretam queda nos preços da fruta, que é muito utilizada na merenda. Com a entrada das estações da primavera e do verão, o valor deve voltar a cair”, afirmou.

O quilo da laranja e o pé de alface também tiveram alta nos preços de pouco mais de 5% (mais informações na arte acima). Eles são encontrados custando média de R$ 2,30 e R$ 2,39 cada, respectivamente. “O alface e a laranja estavam no período mais barato do ano, o inverno, que tem o clima mais favorável ao cultivo. Com a chegada do verão, os preços ficam mais caros, porque além da questão do cultivo é uma época em que todo mundo quer comer salada e tomar suco”, disse o engenheiro.

Em relação às quedas, o grande destaque foi a cebola que teve redução de 21,06% no preço. O produto vem de histórico de altas, prova disso é que no primeiro semestre deste ano chegou a acumular variação de 48,51%. De julho para agosto, a queda no quilo foi de R$ 3,01 para R$ 2,37.

“Isso porque no mercado entrou a safra de São Paulo e anteriormente só estava vindo da Argentina, o que tem custo maior de frete. Estava em um período que chama entressafra nacional e não tinha cebola paulista, mas agora o preço deve continuar baixo até o final do ano”, analisou Benedetto.

O leite (-7,82%) e a batata (-4,80%) também registraram baixas no período. Para os próximos meses, o pesquisador acredita que os preços fiquem estáveis. “Pelo menos até o recebimento do 13º salário, que é um período que costuma ter alta”, contou. 



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