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Meirelles diz que fará reformas e que País não está condenado à 'mediocridade'

Sergio Dutti/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/09/2018 | 10:56


O candidato à presidente pelo MDB, Henrique Meirelles, disse que o Brasil não está condenado à "mediocridade". Mas para voltar a crescer com mais intensidade, o País precisará de reformas fundamentais, como a da Previdência, inflação equilibrada e aumento da produtividade, afirmou o emedebista em entrevista à rádio CBN.

Para isso, Meirelles disse contar com seu histórico, "que a que confiança depositada em mim no passado foi correspondida". O candidato voltou a falar sobre seus anos à frente do Banco Central, durante o governo Lula, e como ministro da Fazenda, no governo Temer. Com essa experiência, reafirmou que pretende criar 10 milhões de empregos em quatro anos.

"É possível criar 10 milhões de empregos em quatro anos. É possível ainda um pouco mais, melhorando a produtividade", disse, citando ter apresentado ao Congresso 15 projetos para melhorar a produtividade.

Meirelles também prometeu corrigir a tabela do Imposto de Renda, "para fazer o reajuste inflacionário daqui para frente". "Não corrigimos na Fazenda porque estávamos com déficit de R$ 170 bilhões e precisávamos reduzi-lo. Não dava para abrir mão de arrecadação. Agora, precisamos reduzir despesas, fazendo reformas. Sem reformas, só é possível corrigir tabela do IR se aumentar impostos", frisou.

Ao seu questionado sobre a reforma da Previdência, apresentada por ele ao Congresso quando era ministro da Fazenda, mas não aprovada pelo Congresso, Meirelles citou "acontecimentos políticos" que impediram a reforma de ir adiante. "O presidente no início de mandato, tendo vencido a eleição mostrando a verdade sobre a Previdência, é o passo que falta para aprovar. Além da questão fiscal, é uma questão de justiça social".

Sobre a proposta, disse que aquela que já está no Congresso "resolve os problemas do País e corrige injustiças". "Mas sempre digo que é o mínimo. Se for possível aperfeiçoá-la, melhor", afirmou o ex-ministro.



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