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Xenofobia: abandono em regiões do País


Do Diário do Grande ABC

08/09/2018 | 09:45


Artigo

As cenas chocantes retratadas em Roraima no mês passado revelam o abandono do Estado brasileiro nas regiões mais afastadas das grandes cidades. O local se transformou em zona de conflito entre brasileiros e venezuelanos, estes atingidos com pedradas, ataques com bombas de gás improvisadas, incineração de pertences de refugiados. Grupos de brasileiros iniciaram perseguição violenta a refugiados venezuelanos, queimando seus pertences após comerciante local ser surrado em tentativa de assalto na véspera do episódio. Agredidos com pedaços de pau, os refugiados foram expulsos das tendas que ocupavam na região na fronteira do Brasil com a Venezuela. Este episódio nos mostra o quanto o Estado ainda é falho para manter o mínimo de dignidade e do senso de civilidade nas regiões mais afastadas do nosso País.

A mais de 5.000 quilômetros de Roraima, comunidades residentes na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, passam por semelhante situação de abandono do Estado brasileiro. Em Praia da Longa, que é uma das remotas regiões habitadas por brasileiros no arquipélago do Rio, o braço do Estado também não assegura o básico para esses cidadãos existirem de forma digna. A verdade é que Ilha Grande está mais ameaçada que nunca. Niilismo, drogadição, desemprego. Ameaças vêm de todos os lados: turismo invasivo, pesca predatória, pré-sal, entre outros. Todos esses fatores e a ausência completa do Estado fazem com que pessoas que residem na região percam sua identidade, suas raízes, referências e seus valores. Como educadora, ao longo do tempo, pude perceber a importância que pequenos gestos têm para retomar a dignidade dessas pessoas.

Em 2017 eram mais de 30 famílias (aproximadamente 200 pessoas) vivendo em Praia da Longa, que fica a pouco mais de uma hora de Angra dos Reis, mas o local não dispõe de postos de Saúde, ou, em caso de ato violento, ou necessidade de vida ou morte, a defesa civil nem sempre chega a tempo. A sensação de abandono nessa e em outras comunidades localizadas nos rincões do País é fator essencial que precisa ser observado de perto pelas autoridades, sobretudo neste tempo de grande inquietação global em que comunidades buscam refúgio fora de seus países de origem. Ou nos atentamos agora para a realidade dessas comunidades ou o Brasil inteiro fracassará enquanto povo, enquanto País. Não haverá outro momento que não este para buscarmos de fato solução para problemas sociais, culturais, econômicos e devastação da dignidade humana presente nas regiões mais afastadas do nosso gigantesco Brasil.

Débora Braga é professora montessoriana com especialização na área da Educação docente, pedagoga e ativista pelos direitos da pessoa humana e há nove anos coordena projeto de restauração da dignidade humana na zona cafeeira da Colômbia.

Palavra do leitor

Atentado a Bolsonaro – 1
Sobre o atentado à vida do candidato Bolsonaro, o que podemos a dizer? (Política, ontem) Podemos dizer que para alguns a vida não vale nada. Pessoas estas que são controladas por gente com poder, poder podre, gente do mal! Gente que pensa no aqui e agora e que de Deus se afastam a cada dia mais. Eu, particularmente, não tenho misericórdia de vocês, mas desejo que de alguma forma no último momento Deus tenha. Orando por você, Sr. Bolsonaro.
Rosangela Caris
Mauá

Atentado a Bolsonaro – 2
Triste dia para nossa democracia, em que o candidato líder nas pesquisas para o Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), foi esfaqueado e atingido no intestino, em praça pública, na cidade mineira de Juiz de Fora! O criminoso Adélio Bispo de Oliveira, que foi preso em flagrante pela Polícia Federal, já foi filiado ao PSOL de 2007 a 2014, é o mesmo que postou no Facebook pedindo a renúncia de Temer, a liberdade de Lula e o ódio a Bolsonaro. Pelo jeito, atentado político que deve merecer das nossas autoridades ampla e rigorosa investigação! Esse é típico e deplorável resultado da política retrógrada do PT, do ‘nós contra eles’.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Atentado a Bolsonaro – 3
Campanhas de Lula e Bolsonaro propondo o grito e a ameaça como alternativa salvacionista do País. O PT exercendo a desobediência civil, descumprindo as consequências do justo julgamento judiciário. O PSL, através de seu novo líder, ameaçando fuzilar a oposição, matar os transgressores ao invés de mudar seu comportamento. Falar em Deus e com as mãos desejar acionar armas para eliminar inimigos! Toda essa exacerbação leva à loucura os fanáticos de cada extremismo com desenlaces como o da agressão ao candidato Bolsonaro, que não apenas feriu o seu corpo, mas manchou a democracia brasileira – perfil que não corresponde ao temperamento pacífico e fraterno do povo brasileiro. Temos que votar na serenidade, no respeito, na tolerância e convivência pacífica de todas as formas de pensamento existentes no País.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Atentado a Bolsonaro – 4
E agora Maria do Rosário, você, que se dizia defensora dos direitos humanos, que rumo tomará neste episódio ocorrido em Juiz de Fora com o deputado Jair Bolsonaro, agredido a faca pelo assassino Adélio Bispo de Oliveira? Comparando ao episódio do assassino Champinha, que motivou a discussão entre você e Bolsonaro na Câmara Federal, você estará defendendo o bandido ou a vítima? Tenha honra pelo menos uma vez na vida e esclareça a opinião pública.
Benone Augusto de Paiva
Capital
Arrivistas
Nunca mais acredite em propaganda enganosa. Foi usada em várias ocasiões para furtar os seus sonhos e sofrida poupança. Cínicos, os assaltantes da riqueza nacional negam até a morte. Como jogral ensaiado, logo após a divulgação da lista de envolvidos, a qualquer um que se perguntasse sobre a sua participação no esquema, vinha a resposta padrão: ‘Não foi comigo’, seguida de epítetos como ‘as contribuições à minha campanha eram absolutamente legais’, ‘desconheço’, ‘não sei de nada disso’, ‘são invenções’, ‘sempre atuei na legalidade’. Ilegal, com certeza, é a ilusão publicitária que esses arrivistas buscaram transmitir à população nos últimos tempos. Outubro vem aí.
Francisco Emídio Carneiro
São Bernardo

Duas caras
Durante a campanha, o político vem ajoelhar em nossos pés, como se fosse inferior a nós, comendo na nossa panela e distribuindo beijos e abraços para todos os lados. A hora é agora. Por isso, não devemos ficar ‘em cima do muro’ nem fechar os olhos para a dura realidade. É o momento de cobrar todas as angústias da sua existência ou pelo menos dos últimos 16 anos. Seja puro na sua decisão e não contemporize, valorize o seu voto, não tenhamos medo de mudar radicalmente este País. Precisamos ter coragem! Chega dos mesmos! Observem que ex-governadores que não resolveram os problemas de seu Estado se colocam como salvadores da Pátria, bem como alguns que já foram ministros do ‘presidiário’. Por que acreditarmos nessas pessoas? Por que evitarmos mudança agora contra tudo e todos no sistema de 40 anos? Só nos trouxe decepção, corrupção e nada mais. Por isso, precisamos sim de representante sem medo, que se contraponha a tudo isso que aí está. Na democracia somos um voto apenas, mas temos que participar, porque a omissão paralisa, oprime e faz abrir a possibilidade de perdermos a nossa própria autenticidade.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

Negligentes
No domingo, enquanto o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, estava sendo devorado pelo fogo, políticos de diferentes partidos manifestaram-se nas redes sociais lamentando a tragédia e prometendo agir para que outras não venham a ocorrer. Seria comovente, não fosse pelo fato de que a classe política, historicamente, nunca se importou com o tema Cultura. Em recentes debates em diversas emissoras de TV, os candidatos apontaram soluções para questões sobre Saúde, Educação, desemprego, violência urbana, entre outras, porém, nada para a Cultura. Um ou outro a mencionou, mas de forma bastante superficial, não permitindo, portanto, que o eleitor soubesse o grau de conhecimento do candidato sobre o significado da Cultura no seu sentido amplo, ou seja, o que vai além da arte.
Neusa Maria Pereira Borges
São Bernardo 



Comentários

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