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PF teria alertado equipe de Bolsonaro sobre dificuldade de garantir segurança



07/09/2018 | 17:14


O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira, 7, que o candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, e sua coordenação de campanha foram alertados pela Polícia Federal, antes do atentado em Juiz de Fora (MG), de que não era possível fazer sua segurança em atos de campanha como o do dia 6, quando o presidenciável se lançou à multidão e foi atacado com uma faca.

"Já havia sido conversado com a campanha de Bolsonaro que ficava muito difícil de fazer a segurança quando ele se lançava na multidão. Aquela situação (do atentado) não tinha nenhum controle. Foi chamada atenção do Bolsonaro e de outros candidatos que não dava para fazer a segurança nessas condições. Avisamos as famílias dos candidatos que têm que seguir o protocolo da PF", afirmou.

Segundo o ministro, a Polícia Federal disponibilizou o maior número de agentes para a segurança de Bolsonaro na campanha. Ele teria um efetivo de 21 policiais federais à disposição e, no momento do atentado em Juiz de Fora, 13 policiais estavam com ele.

Por conta disso, o ministro da Segurança Pública contou que fará uma reunião, neste sábado, 8, com as coordenações de campanha de todos os candidatos para tratar da segurança dos presidenciáveis.

Para isso, o efetivo da PF destinado à segurança dos candidatos à Presidência será ampliado em 60%. 80 policiais foram destacados para acompanhar, além de Bolsonaro, os candidatos Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias.

De acordo com o ministro, o número de policiais destinado a cada campanha varia de acordo com a análise de risco feita pela corporação - Bolsonaro é o candidato com maior efetivo.

Em relação às investigações do atentado, Jungmann afirmou que três suspeitos podem estar envolvidos. No entanto, a única certeza no momento é o nome de Adelio Bispo de Oliveira, 40 anos, que atacou Jair Bolsonaro com uma faca, na região do abdômen.

Adelio foi indiciado pela Polícia Federal com base na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), que prevê penas para crimes por motivação política. A informação foi confirmada pela PF nesta sexta-feira, 7.

O indiciamento revela que a principal hipótese da PF nesta fase inicial de investigação é que a motivação para o crime tenha sido política. O agressor, ao assumir o crime, disse que agiu por conta própria e "em nome de Deus".

Adelio partcipará ainda nesta sexta de uma audiência de custódia, que é realizada com presos em flagrante até 24 horas depois da prisão. Ele foi transferido da sede da PF em Juiz de Fora para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (CERESP), também no município mineiro.

Uma fonte da PF disse que a corporação vai pedir que ele seja mantido em um local isolado e que sua segurança seja reforçada para evitar qualquer tipo de retaliação que possa acirrar ainda mais o clima da campanha eleitoral.

A lei prevê reclusão de 3 a 10 anos por "prática de atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas". O tempo de reclusão pode ser dobrado em casos de lesão corporal grave, que é o caso de Bolsonaro, e triplicado em caso de morte.

Segundo a PF, um segundo suspeito de envolvimento no crime, investigado por "incitar a violência", foi "detido, ouvido e liberado (na madrugada de sexta-feira), mas segue na condição de investigado". A identidade do suspeito não foi revelada.

Um terceiro suspeito, mencionado por Jungmann, se machucou na confusão após o atentado e foi hospitalizado: "Existem outros que estariam envolvidos, mas até agora não há uma comprovação fática desse envolvimento, não se tem provas, embora eles permaneçam como suspeitos e estejam sendo averiguados", disse.

O ministro afirmou que as investigações sobre os outros dois suspeitos ainda estão no âmbito da Polícia Civil, e em breve serão repassados para a Polícia Federal. Apesar de um gabinete ter sido montado na sede da PF em Brasília para acompanhamento imediato do caso, o inquérito deverá tramitar na Justiça Federal de Juiz de Fora e, a princípio, a condução das investigações será feita pela unidade da PF no local.

A partir de agora, a PF realizará a reconstrução dos passos de Adelio até o momento da agressão contra Bolsonaro, além de "um mapeamento da rede de relacionamentos dos suspeitos".

O diretor-geral da instituição, Rogério Galloro, ordenou que o crime seja solucionado no menor tempo possível. O chefe da corporação tem dito a seus diretores que o momento é de serenidade e profissionalismo. Dentro da PF, a velocidade da investigação é vista como imprescindível para evitar que teorias da conspiração surjam e que o clima na corrida eleitoral aumente ainda mais.

Golpeado na região do abdome na tarde desta quinta-feira, 6, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Bolsonaro foi atendido na Santa Casa da cidade, onde passou por uma cirurgia. Ele foi transferido nesta manhã para São Paulo, onde ficará internado no Hospital Israelista Albert Einstein, no Morumbi, a pedido da família. O estado de saúde dele é considerado grave, mas estável.



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