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Jogo no Brasil existe, mas não arrecada


Do Diário do Grande ABC

06/09/2018 | 11:30


A classe política brasileira é informal, atrasada e conservadora. É com essa constatação que retorno ao País depois de participar da 21ª Mesa-Redonda de Reguladores de Cassinos na América Latina e no Caribe, encontro promovido pelo Ministério do Comércio Exterior e Turismo do Peru, na sua capital, Lima. 

Lá, representantes dos diversos países me perguntaram por que o Brasil ainda não regulamentou a atividade? Não consegui responder. É misto de vergonha e indignação porque estamos perdendo essa oportunidade. Enquanto o mundo já está discutindo a questão de bitcoins (moeda digital), blockchain (protocolo da confiança), jogos virtuais; aqui a gente não sabe se vota minimamente a legalização do jogo.

Os nossos vizinhos da América do Sul se atentaram para esse potencial e fizeram o dever de casa. O Peru já é considerado modelo na luta contra a informalidade em jogos de cassino e máquinas caça-níqueis. O Chile, Estado considerado tão conservador quanto o brasileiro, já legalizou seus jogos e está aprimorando os modelos de regulação. Isso sem citar os tradicionais destinos turísticos de jogos no Uruguai e na Argentina, que recebem todos os anos milhares de brasileiros.

Um dos maiores potenciais desse mercado vem das apostas esportivas. Recente pesquisa nos Estados Unidos, realizada pela Nielsen Sports, mostra a modalidade como a que mais cresce no mundo. O Estado norte-americano de Nova Jersey é atualmente referência. De acordo com dados oficiais, apenas no mês de julho de 2018 a modalidade gerou US$ 3,8 milhões de receita bruta para a economia de Nova Jersey. Exatamente o que o mercado do Brasil precisa.

Portugal é outro bom exemplo. Em abril de 2015 aprovaram o regime jurídico dos jogos e apostas on-line, colocado em operação logo depois, e permitindo a realização de jogos de pôquer, cassino, apostas esportivas e de corridas de cavalos pela internet. A expectativa inicial era arrecadar 25 milhões de euros por ano com a modalidade, meta que foi ultrapassada cinco vezes. Em apenas um ano, as receitas geradas pelos jogos on-line chegaram a 122,6 milhões de euros. Recursos que lá são aplicados em Segurança social, conforme regulamentação da Santa Casa de Misericórdia portuguesa.

Enquanto isso, o Brasil amarga o quarto ano de crise sem precedentes e desperdiçando a chance de gerar emprego e trazer renda para o País. E não vejo nenhum candidato a presidente abordar esse tema. Pode apostar, senhor presidente, o jogo existe no Brasil. Só arrecadamos muito pouco com a atividade.

Vamos virar o jogo!

Sérgio Ricardo de Almeida é presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro.


Palavra do leitor

Museu

 Pergunto ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro se durante os mais de 25 anos como deputado – sete mandatos –, eleito pelo Estado do Rio de Janeiro, se em algum momento destinou alguma verba para a manutenção do Museu Nacional? Se sim, qual o valor destinado e quando a mesma foi efetuada?

Thiago Scarabelli Sangregorio

São Bernardo

Acobertados 

 Não precisa ser adivinho. Depois de longa e ‘rigorosa’ investigação, saberemos quem foi o grande culpado pela destruição do Museu Nacional, no Rio de Janeiro: o fogo.

Nelson Mendes

 São Bernardo

Cumpra-se

 Sempre ouvi dizer que ‘decisão judicial não se discute, cumpre-se’. Contudo, tomo conhecimento diariamente por meio da grande mídia que as mais básicas normas eleitorais são sistematicamente burladas pelo PT e sua gente. Não vamos nem falar de Lula. Quando será que as autoridades competentes irão tomar as devidas providências a respeito dessa aberração? Depois das eleições? 

Luís Fernando

Laguna (SC)

Alô, TSE!

 Quando as excelências vão tomar providências para enquadrar o inominável e poupar nossos ouvidos e vistas da vociferação raivosa nas propagandas eleitorais? Presidiário pode se manifestar?

Aparecida Dileide Gaziolla

 São Caetano

Para mudar

 É nos momentos políticos que reconfiguramos nossas vidas em sociedade. E ao analisarmos os personagens travestidos de candidatos, cada um representa um slogan, ou protótipo de ‘semideus’. Seres com nomes e números, alguns até abandonam um pouco da sua própria história para assumir interpretação. Mas o importante é saber escolher entre eles os que se assemelham a nós mesmos, tendo a percepção que vai além de um rosto, sensibilidade para saber que o candidato não é apenas um homem cheio de palavras mentirosas ou verdadeiras, que podem ser apenas falácias de propostas decoradas e com soluções para tudo. Temos de tomar posição sobre tudo que acontece à nossa volta. É preciso ver – e não apenas olhar – os escândalos como se fossem só página de jornal. Chegou a hora de alistar no exército dos votantes conscientes em defesa da mais pura realidade do nosso País, do nosso Estado, pois é momento no qual tomamos posição diante dos obstáculos sociais e das dores vindas dos salários minguados e abocanhados pelos impostos, que alimentam os cofres públicos e, às vezes, alguns bolsos. 

Luizinho Fernandes

 São Bernardo

Quero saber! 

 Durante a gestão de Fernando Haddad a casa de sua mãe, situada no Planalto Paulista, Zona Sul de São Paulo, foi inteiramente reformada. Gostaria de saber qual empreiteira executou a obra? Quanto custou e quem pagou? Perguntar não ofende!

Mara Montezuma Assaf

 Capital

Eleições e frustrações

 Quando chega o período eleitoral afloram-se sentimentos de frustração e revolta no cidadão de bem. Todas as mídias são invadidas por mentiras, bizarrices e canalhices dos candidatos. Tudo evolui neste mundo, menos esta ‘maldição’ chamada política partidária. É insuportável ver em todo País as velhas raposas fazendo o discurso de sempre: moralidade e progresso. Alguns são cínicos o bastante para apoiar amigos e parentes. Ninguém quer largar as ‘tetas’ do poder! O número de candidatos despreparados intelectualmente é absurdo. Também é verdade que muitos estão com saúdes física e mental fragilizadas; outros, no estado terminal de imoralidade. O eleitor antenado, responsável e trabalhador, está pessimista ao extremo. Quanto aos eleitores desinformados e parasitas, tudo está tranquilo e favorável. O importante é continuar recebendo ‘esmolinhas’. Esta turminha não tem a menor preocupação em estudar, trabalhar e progredir. Futuro é apenas mais uma palavra ‘complexa’ e irrelevante, escrita nos empoeirados dicionários. Infelizmente, são esses eleitores que decidem eleições!

José Machado

São Bernardo



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