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Haddad faz peregrinação em reduto sindicalista da região

Ricardo Stuckert/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vice da chapa petista ao Planalto busca votos de eleitores lulistas, mas não esconde distanciamento


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

06/09/2018 | 07:37


Candidato a vice na chapa presidencial petista, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad efetivou ontem peregrinação de campanha por apoio de sindicalistas e metalúrgicos nas portas de fábricas do Grande ABC, reduto simpático ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso no âmbito da Lava Jato, mas ainda mantido como nome do partido ao Planalto. A atividade extensa na região se deu, inclusive, sob orientação do próprio Lula, dentro da proposta de atrelar a imagem do ex-ministro ao líder do petismo, iniciando processo de transição.

O corpo a corpo começou na Mercedes-Benz, às 5h. Embora o nome de Haddad seja conhecido do grande público, no entanto, ele aparece longe do protagonismo no cenário presidencial sem Lula, na quinta colocação, com 6%, segundo o Ibope. A ideia da empreitada, contudo, é reforçar essa tese para alavancar Haddad, mostrar que ele representa Lula, já denominado como porta-voz, além de quebrar o gelo no meio operário, uma vez que o ex-prefeito não tem ligação com o roteiro liderado pelo ex-presidente nas campanhas salariais quando era dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nas décadas de 1970 e 1980. Não à toa a caminhada ocorreu ao lado do ex-prefeito de São Bernardo e candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, ex-líder sindical.

Haddad cumprimentava os trabalhadores perto das catracas ao dizer: “Prazer, Fernando”, o que demonstrava certo distanciamento. Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, rechaçou que seja necessária a vinculação de Haddad a Lula ou falar que Haddad é Lula. “Temos categoria muito politizada. É simplesmente apresentação dele como candidato a vice-presidente numa chapa que ele vem respeitosamente cumprindo papel de interlocutor do Lula, ainda na expectativa de que se faça justiça à candidatura do Lula”, sintetizou.

Haddad participou de agenda na Ford, caminhada no calçadão da Praça Castelo Branco, em Diadema, e, no início da tarde, se dirigiu à porta da Volkswagen. De lá, estranhamente, foi embora, apesar de a agenda apontar coletiva de imprensa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e, à noite, presença no lançamento do programa de governo de Marinho.

Wagnão admitiu que, apesar de todo respeito a Haddad, a relação é diferente. “Tem o carisma de Lula? Não, ninguém tem, na verdade. Neste País não tem nenhuma liderança política com o mesmo carisma. Acho que as pesquisas apontam isso, é público e notório.”

Antes de deixar a agenda em São Bernardo, Haddad falou por quatro minutos com a imprensa. Minimizou que eventual mudança de cabeça de chapa na reta final possa prejudicar a campanha. “Nunca pensamos nesta questão de cálculo eleitoral, colocando de lado valores que a gente acredita. Não temos esse temor, temos coragem de defender o que é certo.”

Número dois sugere uso eleitoral do MP

Candidato a vice-presidente na chapa do PT, Fernando Haddad afirmou ontem que o Ministério Público “é importante demais para se deixar usar eleitoralmente”. A declaração do petista se deu logo após finalizar atividade na porta da Volks, em São Bernardo, referindo-se à acusação formal por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo suporto recebimento de R$ 2,6 milhões de propina da UTC Engenharia para pagamento de dívida contraída durante a campanha eleitoral majoritária em 2012.

“Hoje eu vi que entraram contra o (ex-governador do Estado Geraldo) Alckmin (PSDB, presidenciável) também (por suposto caixa dois na campanha de 2014, via Odebrecht). Eu tenho entendimento de que o MP é importante demais para se deixar usar, para um lado ou para outro. Já me manifestei a respeito até do Alckmin. No meu caso para vingança do empresário contra mim? Não faz sentido. Não se deve deixar usar as instituições para fins eleitorais”, criticou Haddad.

Postulante do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho sustentou que o MP precisa “se preservar, assim como o Judiciário”. Para o ex-prefeito de São Bernardo, “não é possível que qualquer bobagem vire denúncia ou inquérito”. “Daqui a pouco vão entrar na Vara de Família”, ironizou. Em relação ao caso do processo de Lula, Marinho alegou que o STF (Supremo Tribunal Federal) tem que se posicionar a respeito da elegibilidade do ex-presidente. “O Supremo tem que dizer, não pode deixar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), eventualmente, fazer serviço sujo desse, porque o Brasil é signatário da ONU. O Supremo é Corte correta para dizer se a decisão da ONU tem validade ou não, se vamos entrar no time dos países do escracho, que vale conforme a ocasião.”  



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