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MP é importante demais para se deixar usar eleitoralmente, diz Haddad

Ricardo Stuckert/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato a vice na chapa presidencial petista falou sobre a denúncia em São Bernardo


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/09/2018 | 18:13


Postulante a vice na chapa presidencial do PT, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad afirmou hoje, em agenda no Grande ABC, que o Ministério Público “é importante demais para se deixar usar eleitoralmente”. A declaração do petista se deu logo após finalizar atividade na porta da Volkswagen, em São Bernardo, referindo-se a acusação por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo suporto recebimento de R$ 2,6 milhões de propina da UTC Engenharia para pagamento de dívida contraída durante a campanha eleitoral majoritária em 2012.

“Hoje eu vi que entraram contra o (ex-governador do Estado Geraldo) Alckmin (PSDB, presidenciável) também (por suposto caixa dois na campanha de 2014, via Odebrecht). Eu tenho entendimento de que o MP é importante demais para se deixar usar, para um lado ou para outro. Já me manifestei a respeito até do Alckmin a esse respeito. No meu caso para vingança do empresário contra mim? Não faz sentido. Não se deve deixar usar as instituições para fins eleitorais”, criticou Haddad, pouco antes de deixar antes da hora a peregrinação pela região. A campanha cancelou, inclusive, coletiva de imprensa prevista para ocorrer no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Depois de extensa agenda no Nordeste, região natal de Lula e onde o PT apresenta larga vantagem nas pesquisas de intenção de voto, Haddad estendeu essa proposta de atrelar sua imagem à do ex-presidente, em especial ao fazer esse encontro com metalúrgicos na porta de fábrica, ambiente que projetou o líder petista no cenário político. A atividade foi iniciada às 5h, na Mercedes Benz. Logo na sequência, houve café da manhã com trabalhadores da Ford. Ao lado do ex-prefeito de São Bernardo e candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho (PT), e lideranças sindicais, Haddad fez caminhada no calçadão da Praça Castelo Branco, em Diadema, primeira cidade a ser governada pelo PT. Antes de ir para a Volks, almoçou no sindicato.

Sobre a tramitação do processo do PT nas instâncias judiciais para tentar assegurar a candidatura de Lula, Haddad alegou que agora “a bola está nas mãos da Suprema Corte brasileira, que vai dar a última palavra”. Na sexta-feira, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrou o pleito do ex-presidente. “Um assunto em que a (comitê de Direitos Humanos da) ONU (Organização das Nações Unidas) se manifestou só o Supremo para desacatar ou não o tratado internacional. Não tínhamos outra hipótese a não ser recorrer à Suprema Corte para dar a palavra final sobre o tratado que o Congresso aprovou. Acima do Congresso só o STF”, emendou o ex-ministro da Educação de Lula.

Questionado se haverá tempo hábil para transferência do capital eleitoral de Lula em caso de novo indeferimento, o ainda vice na chapa petista falou que não há esse temor. “Temos coragem de defender o que é certo.” 



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MP é importante demais para se deixar usar eleitoralmente, diz Haddad

Candidato a vice na chapa presidencial petista falou sobre a denúncia em São Bernardo

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/09/2018 | 18:13


Postulante a vice na chapa presidencial do PT, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad afirmou hoje, em agenda no Grande ABC, que o Ministério Público “é importante demais para se deixar usar eleitoralmente”. A declaração do petista se deu logo após finalizar atividade na porta da Volkswagen, em São Bernardo, referindo-se a acusação por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo suporto recebimento de R$ 2,6 milhões de propina da UTC Engenharia para pagamento de dívida contraída durante a campanha eleitoral majoritária em 2012.

“Hoje eu vi que entraram contra o (ex-governador do Estado Geraldo) Alckmin (PSDB, presidenciável) também (por suposto caixa dois na campanha de 2014, via Odebrecht). Eu tenho entendimento de que o MP é importante demais para se deixar usar, para um lado ou para outro. Já me manifestei a respeito até do Alckmin a esse respeito. No meu caso para vingança do empresário contra mim? Não faz sentido. Não se deve deixar usar as instituições para fins eleitorais”, criticou Haddad, pouco antes de deixar antes da hora a peregrinação pela região. A campanha cancelou, inclusive, coletiva de imprensa prevista para ocorrer no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Depois de extensa agenda no Nordeste, região natal de Lula e onde o PT apresenta larga vantagem nas pesquisas de intenção de voto, Haddad estendeu essa proposta de atrelar sua imagem à do ex-presidente, em especial ao fazer esse encontro com metalúrgicos na porta de fábrica, ambiente que projetou o líder petista no cenário político. A atividade foi iniciada às 5h, na Mercedes Benz. Logo na sequência, houve café da manhã com trabalhadores da Ford. Ao lado do ex-prefeito de São Bernardo e candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho (PT), e lideranças sindicais, Haddad fez caminhada no calçadão da Praça Castelo Branco, em Diadema, primeira cidade a ser governada pelo PT. Antes de ir para a Volks, almoçou no sindicato.

Sobre a tramitação do processo do PT nas instâncias judiciais para tentar assegurar a candidatura de Lula, Haddad alegou que agora “a bola está nas mãos da Suprema Corte brasileira, que vai dar a última palavra”. Na sexta-feira, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrou o pleito do ex-presidente. “Um assunto em que a (comitê de Direitos Humanos da) ONU (Organização das Nações Unidas) se manifestou só o Supremo para desacatar ou não o tratado internacional. Não tínhamos outra hipótese a não ser recorrer à Suprema Corte para dar a palavra final sobre o tratado que o Congresso aprovou. Acima do Congresso só o STF”, emendou o ex-ministro da Educação de Lula.

Questionado se haverá tempo hábil para transferência do capital eleitoral de Lula em caso de novo indeferimento, o ainda vice na chapa petista falou que não há esse temor. “Temos coragem de defender o que é certo.” 

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