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Em busca de suas raízes

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Mesmo após críticas, Aguinaldo Silva se arrisca e lança hoje o filme ‘Crô em Família’


Caroline Manchini/Especial para o Diário

06/09/2018 | 07:38


Migrar personagens novelescos para as telas do cinema deixou de ser novidade. Depois do grande sucesso de Crodoaldo Valério (interpretado por Marcelo Serrado), de Fina Estampa, exibida pela Rede Globo em 2012, Aguinaldo Silva, criador do papel e autor da trama, decidiu levar a história do mordomo para as telonas em Crô – O Filme, longa-metragem dirigido por Bruno Barreto e lançado em 2013. A primeira montagem, alvo de duras críticas pelo roteiro raso, não agradou grande parte do público e, consequentemente, não surtiu o efeito esperado.

Passaram-se cinco anos para que o segundo filme, Crô em Família, com estreia prevista para hoje, fosse gravado. Não se sabe se o longo tempo de espera foi proposital – talvez para causar esquecimento em quem assistiu –, já que as filmagens da segunda comédia foram feitas em apenas cinco semanas.

Desta vez Cininha de Paula assumiu a direção do longa e Aguinaldo Silva apostou em roteiro leve, linguagem fácil e expressões atuais do universo digital e homossexual. Sem discutir assuntos polêmicos, como no filme anterior, que envolveu o trabalho escravo, a história gira em torno do aparecimento da suposta família biológica de Crô. Agora, além de cuidar da sua escola de etiqueta, tem de descobrir se Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles) são seus verdadeiros pais, e ainda lidar com as publicações importunas da colunista Carlota Valdez (Monique Alfradique).

Em meio à fama e tantos conflitos, Crodoaldo se mostra uma pessoa carente e vulnerável, o que, para Fabiana Karla, que dá vida à personagem Jurema, grande fã de Crô, é o grande diferencial do filme. “Ele, assim como nós, também tem suas fraquezas e isso faz com que as pessoas se identifiquem e saiam de casa para irem ao cinema”, reflete a atriz. “Fizemos esse filme para o grande público, para as pessoas levarem a família e esquecerem dos problemas”, comenta Serrado. “Acho que todos vão curtir e dar muita risada”, completa.

Em parte a declaração condiz com a realidade. Apesar dos diversos momentos cômicos e divertidos, são poucos os verdadeiramente engraçados, aqueles que, de fato, provocam o riso. Para tal, Serrado e todo o elenco optaram pela interpretação melodramática, cheia de gestos exagerados e, no caso de Crô, trejeitos e voz afeminada, estereotipando a figura homossexual, além de figurinos com cores vibrantes.

Ainda no que diz respeito à atuação, o protagonista e todos os outros personagens não deixam a desejar e cumprem com eficiência a profissão de ator, divertindo aqueles que buscam, nas telas de cinema, entretenimento e momentos de descontração. A trama tem também participações de Pabllo Vittar, Preta Gil, Jojo Maronttinni e David Brazil.  



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