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Déficit comercial dos EUA sobe em julho e tem maior alta mensal desde 2015



05/09/2018 | 15:24


O déficit comercial dos Estados Unidos avançou a US$ 50,08 bilhões em julho, uma alta de 9,5% ante o mês anterior, após ajustes sazonais, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio. Cortes de impostos e mais gastos federais impulsionaram a demanda interna no país, enquanto uma desaceleração econômica no exterior afetou as exportações. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam déficit de US$ 50,3 bilhões.

As exportações tiveram queda mensal de 1% em julho, enquanto as importações avançaram 0,9% ante junho. O déficit foi o maior desde fevereiro e o avanço porcentual dele foi o mais forte desde 2015. O déficit comercial de junho foi revisado, de US$ 46,35 bilhões anteriormente informado para US$ 45,74 bilhões.

A queda nas exportações foi liderada pela queda nos embarques de soja, atingida pelas medidas retaliatórias da China no início do mês de julho, e também pelo setor de aeronaves para uso civil. As importações americanas, por sua vez, cresceram, já que houve mais compras no país de bens de capital, veículos pesados e insumos industriais.

O déficit comercial americano com a China atingiu US$ 36,8 bilhões e o com a União Europeia chegou a US$ 17,6 bilhões, ambos em patamar recorde.

O déficit comercial de julho é o maior desde fevereiro nos EUA. Analistas avaliam que o déficit deve crescer mais nos próximos mês, já que as importações avançam mais rápido que as exportações. Isso pode lançar maior foco sobre o comércio internacional, pois o presidente americano, Donald Trump, frequentemente usa a balança comercial como um barômetro para a saúde econômica dos EUA e tem afirmado que "os déficits afetam a economia de modo muito ruim". Economistas costumam divergir dessa ideia, lembrando que os EUA têm déficits comerciais há décadas.

Nos primeiros sete meses de 2018, o déficit comercial cresceu 7% na comparação com igual período do ano passado, para US$ 337,88 bilhões. As importações avançaram 8,3% e as exportações tiveram alta de 8,6%, no mesmo período. Fonte: Dow Jones Newswires.



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