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Tufão Jebi atinge o Japão, provoca mortes e cancela mais de 700 voos

KOJI SASAHARA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fenômeno é o mais forte do tipo a ser registrado no país desde 1993



04/09/2018 | 11:05


O tufão Jebi atingiu a região oeste do Japão nesta terça-feira, 4, se tornando o mais forte fenomeno do tipo a ser registrado no país desde 1993, informou o serviço estatal de notícias, Kyodo News. O Jebi causou fortes chuvas e acidentes e, até o fechamento deste texto, duas mortes foram registradas.

Depois de chegar na região oeste, a tempestade seguiu para o norte do território, em direção ao mar do Japão, saindo da costa norte de Fukui com ventos constantes de 126 quilômetros por hora e rajadas de até 180 quilômetros por hora, disse a Agência Meteorológica do Japão.

Uma das vítimas era um homem de 70 anos, que morreu ao ser derrubado no chão pelo vento, dentro de seu apartamento, em Osaka.

A segunda vítima era um homem de 71 anos, esmagado pelos escombros de um armazém, informaram autoridades. Segundo a rede nacional de televisão, NHK, a tempestade deixou 126 feridos.

Em Osaka, cidade duramente atingida pelo tufão, a água do mar invadiu o Aeroporto Internacional de Kansai, inundando uma de suas duas pistas, o armazenamento de cargas e outras instalações.

A situação obrigou o aeroporto a fechar, informou o governo japonês. Mais de 700 voos foram cancelados, segundo estatísticas da mídia local. Além disso, o serviço de trem bala entre o oeste de Tóquio e Hiroshima foi suspenso.

Um navio-tanque de 2,6 toneladas se chocou contra a lateral de uma ponte que ligava o aeroporto ao continente, danificando parte da estrutura da ponte e da embarcação. Os 11 tripulantes não ficaram feridos e permaneceram a bordo, informou a guarda costeira japonesa.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cancelou uma viagem programada para Kyushu, a principal ilha do sul do país, para acompanhar a resposta do governo ao tufão, disse o secretário chefe de gabinete, Yoshihide Suga.

O fenômeno atingiu primeiro a ilha de Shikoku, no sudoeste do Japão, e então a região de Kobe, em Honshu. Imagens de televisão mostraram galhos de árvores caídos e águas transbordando em áreas baixas. Tóquio escapou relativamente ilesa, tendo registrado algumas rajadas de vento intermitentes. Fonte: Associated Press



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