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Vendas de veículos novos aumentam 15% neste ano

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Expansão, porém, não significa retomada do setor, que será definida apenas após as eleições


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

04/09/2018 | 07:12


O volume de veículos zero-quilômetro no País cresceu 14,94% entre janeiro e agosto deste ano, se comparado com o mesmo período de 2017. Foi emplacado 1,6 milhão de unidades, contra 1,4 milhão nos oito primeiros meses do ano passado. No entanto, a expansão se deve à base de comparação fraca e, conforme especialistas, os dados positivos ainda não são indicativos de retomada do setor, que dependerá do resultado da eleição para ser confirmada.

Somente no mês passado, 248.638 exemplares foram comercializados, número 14,32% maior que em julho e 14,82% superior aos resultados de agosto de 2017. Os dados foram divulgados ontem pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e referem-se a automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

“Embora o cenário político esteja indefinido, o que nos impede de ter visão mais clara sobre seus efeitos na economia nos próximos meses, o mercado tem se comportado da forma esperada. A primeira quinzena de agosto já demonstrava aquecimento nas vendas em comparação ao mês anterior. Este desempenho positivo tem, como pilares, a estabilidade dos índices de confiança e da inadimplência no setor da distribuição”, avaliou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Já o coordenador de MBA em Gestão Estratégica de Empresas da Cadeia Automotiva da FGV (Fundação Getulio Vargas), Antonio Jorge Martins, ponderou que o resultado das eleições deve afetar o mercado, principalmente, nos últimos quatro meses do ano. “Temos um cenário de incertezas, o que afeta a aquisição de bens de longa duração. Este é o caso dos automóveis, que em média são financiados por 36 meses. A tendência é que as pessoas se segurem antes de fazer alguma compra e que o mercado se retraia até o fim do ano. Depois disso, pode acontecer uma reativação se houver elemento relacionado à definição política”, disse.

A venda de caminhões vem puxando o bom resultado do setor, que vendeu 50,78% a mais neste ano que em 2017, com 46.444 unidades. Para Martins, porém, esse cenário não representa uma retomada econômica, como costuma indicar o aumento deste tipo de vendas, já que os veículos em questão são responsáveis pelo transporte de cargas.

“Na minha opinião, existe uma tendência em meses que antecedem eleições governamentais para haver este crescimento. Isso porque há um fator político forte nele, já que, além das empresas, também há investimentos federais e estaduais que impactam nestas vendas. Ainda não existe condições de se garantir a retomada desse mercado, ainda é cedo para falar em recuperação da economia”, afirmou.

NAS SETE CIDADES - No Grande ABC, 29.791 veículos foram emplacados desde o início do ano. Só em agosto houve 4.776 vendas, sendo que as cidades responsáveis pelos maiores volumes foram São Bernardo (1.824) e Santo André (1.491).


Situação da Argentina pode impactar o Grande ABC

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou ontem que vai cortar pela metade o número de ministérios e criar um imposto sobre as exportações. O intuito das medidas é reduzir a zero o deficit fiscal em 2019. O cenário pode impactar tanto a região como a indústria automotiva, já que a Argentina é a principal parceira comercial de ambos.

“Acredito que deve diminuir o montante de exportações, mas elas não devem ser interrompidas. O que pode acontecer é um reflexo no preço dos produtos, por conta da maior taxação”, destacou o especialista Antonio Jorge Martins. “Na Argentina, o fato de o país estar em processo de contração, com ajuste fiscal e negociações com o FMI (Fundo Monetário Internacional), por si só, já gera uma redução na atividade econômica.”

No pronunciamento, Macri disse: “vamos pedir contribuição maior aos que têm mais capacidade, os que exportam na Argentina”. Com as novas medidas, os exportadores de produtos primários (como grãos e minérios) vão pagar ao governo quatro pesos para cada dólar. Aos demais produtos, haverá taxa de três pesos.
 



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