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Ibovespa cai 0,63% com aversão ao risco e incerteza eleitoral



03/09/2018 | 18:27


Com o volume financeiro reduzido à metade, devido ao feriado nos Estados Unidos, o Índice Bovespa cedeu às ordens de venda e fechou em baixa de 0,63% nesta segunda-feira, 3, aos 76.192,73 pontos. Os negócios somaram R$ 4,7 bilhões. Aversão ao risco no exterior, alta firme do dólar e as persistentes dúvidas quanto ao cenário eleitoral doméstico continuaram retrair o investidor. Com isso, ficou em segundo plano a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de rejeitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão do TSE era fato bastante esperado no mercado, mas não pôs fim às incertezas dos investidores. Sem Lula no pleito, agora a questão é saber para quem - e em quais proporções - migrarão os votos do petista, que até então liderava todas as pesquisas de intenção de voto. No mercado internacional, as crises na Argentina e Turquia, a desaceleração da economia chinesa e a tensão com questões comerciais mantiveram o dólar em alta ante moedas de países emergentes. Ante o real, a divisa americana subiu 2,12%.

E foi justamente a alta do dólar que impediu uma queda maior do Ibovespa, visto que as ações de empresas exportadoras foram destaque de alta. Entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, a maior alta foi de Suzano ON (+3,66%). Também foram destaque as exportadoras Klabin (+2,76%), BRF ON (+1,34%) e CSN ON (+0,80%). Vale ON, ação de maior peso do Ibovespa, subiu 0,80%.

"O pregão não foi de grandes surpresas e o mercado acabou por realizar um pouco (de lucros) no fato, após a decisão do TSE", disse Lucas Claro, analista de renda variável da Ativa Corretora. Segundo ele, a definição do imbróglio abre uma nova frente de dúvidas, que é a capacidade de Lula transferir votos para Fernando Haddad em número suficiente para levá-lo ao segundo turno.

"Sabe-se que os votos dele (Lula) serão transferidos entre Haddad (PT), Marina (Rede), Ciro (PDT) e um pouco para Bolsonaro (PSL). Quase nada para Alckmin (PSDB). Há pouco tempo para uma recuperação de Alckmin e o mercado ainda se pergunta sobre a composição do segundo turno", disse o analista.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a indefinição do quadro eleitoral deve manter o Ibovespa oscilando no intervalo entre 75 mil e 78 mil. "Quando o índice cai abaixo dos 75 mil, atrai compras. Quando sobe além dos 78 mil, atrai vendas. Essa deve ser a tônica até que se tenha uma clareza maior do quadro eleitoral", afirmou.



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