Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 22 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Santo André abole apelidos na equipe da Copa Paulista

Por melhor identificação dos jogadores no futuro, diretoria sugere para alguns atletas usarem os nomes de batismo


Anderson Fattori

03/09/2018 | 07:00


 O torcedor do Santo André está acostumado a coisas que só acontecem no clube. Não ter jogadores com apelidos no elenco, por exemplo, é uma delas. Seja por superstição, por estratégia de marketing ou apenas por gosto mesmo, o fato é que bastou o atleta subir para o elenco profissional para passar a ser chamado pelo nome de batismo. No atual time, isso aconteceu com vários jogadores. Um deles é o lateral-esquerdo Gilberto Jesus, que desde que iniciou no futebol, nas categorias menores do Juventus, era chamado de Bahia. Nesta temporada, assim que foi para a equipe profissional durante a disputa do Campeonato Paulista, passou a usar o nome original. “Gostava do Bahia, usava esse nome desde o Juventus, mas o Emerson (Livolis, diretor de marketing e comunicação) colocou Gilberto Jesus. A galera gostou e prefiro que continue assim a partir de agora”, comentou o lateral-esquerdo.

Outro exemplo é o volante Jhonson, que tem história ainda mais confusa em relação ao nome. Ele se chama Matheus Rodrigues Martins e desde que chegou ao Santo André, em 2015, adotou o nome do meio. Foi assim na categoria de base, mas agora, no profissional, o clube passou a chamá-lo oficialmente de Jhonson, a pedido do atleta. “No mundo do futebol todo mundo me conhece como Jhonson, porque quando iniciei no Botafogo, tinha um jogador com esse nome que era parecido comigo. Eu que pedi para mudarem. Meus amigos sempre me chamam de Jhonson, então para não confundir achei melhor”, explicou.

Além deles, existem outros casos de jogadores da Copa Paulista que mudaram o tratamento quando chegaram ao elenco profissional. O atacante Vinícius perdeu o apelido Cabelo e assumiu o Silveira, sobrenome de batismo, assim como o companheiro de setor, Vitor Tanque, agora Vitor Carvalho. Meia antes conhecido apenas como Silva teve o Emerson adicionado.

Curioso é que em dois casos específicos a diretoria ainda não conseguiu interferir. Os zagueiros PV (Pedro Vitor Gualberto de Assis Barreto) e GB (Gabriel Marques de Souza Batista) continuam usando as abreviações mínimas dos seus nomes mesmo na equipe profissional. “Acho que essas mudanças para o nome de batismo é para o bem deles, melhor para a carreira, para ter uma identificação”, explicou Emerson Livolis, que tentou convencer PV a mudar de nome. “Faz 15 dias que conversei com ele, sugeri usar Pedro Gualberto, mas ele disse que PV já tinha pegado e ficou assim mesmo”, explicou o dirigente.

Essa história de nomes e apelidos não é novidade no Santo André. Um caso emblemático aconteceu com o lateral-direito Pará, que fez toda a categoria de base no clube e quando subiu para o profissional passou a ser chamado de Marcos Rogério. A mudança, na ocasião, não pegou nem entre o elenco nem entre os torcedores. Logo após sua transferência para o Santos, em 2008, ele voltou a usar o apelido Pará e assim segue até hoje – ele defende o Flamengo no Brasileirão.

FORA DO PADRÃO
Evitar apelidos na equipe profissional não é o único diferencial do Santo André nesta temporada. Por iniciativa do técnico José Carlos Palhavam, a equipe estabeleceu rodízio na numeração, evitando o básico, como o 2 sendo lateral-direito, o 6 lateral-esquerdo e o 9 centroavante. Assim, é bem comum, por exemplo, ver defensores com números altos e atacantes com baixos.

“Quando os adversários não conhecem bem sua equipe eles se baseiam pela numeração da escalação, que é sempre básica. Decidimos fazer isso no Santo André para confundir um pouco no início. Depois, acaba normalizando dentro do jogo. O outro objetivo é tirar um pouco aquele atleta que gosta de jogar sempre com a mesma numeração. Fica desfilando com a 10, por exemplo. Não tem que se preocupar com isso e, sim, em jogar futebol, que é o mais importante. Fico muito satisfeito porque quando vem um número diferente, agora eles nem notam”, explicou Palhavam, que usa a mesma tática na equipe sub-20, da qual também é o treinador.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;