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Imagens que falam

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Repórter fotográfico, cujo dia é comemorado hoje, mostra realidade por meio de sua ótica


Daniela Pegoraro/Especial para o Diário

02/09/2018 | 07:25


Uma história pode ser contada por diferentes narrativas e técnicas. No início da imprensa, a descrição de um fato se dava apenas pelo depoimento escrito do jornalista. Em 1880, com a mecanização da reprodução fotográfica, o jornal norte-americano Daily Herald coloca em circulação a primeira imagem em um periódico. Com um clique, a partir daí, os profissionais passaram a imortalizar sob a ótica de suas câmeras os acontecimentos. E hoje é comemorado o dia destes profissionais, os repórteres fotográficos, que na jornada de trabalho buscam informar e registrar fatos sob as suas perspectivas sempre com compromisso com a verdade.

Com a tecnologia na palma das mãos, o ato de fotografar está ao alcance de qualquer pessoa. “Atualmente, qualquer um pode ser fotógrafo. Temos acesso à milhares de imagens todos os dias, mas poucas realmente têm um conteúdo profundo. São registros vazios para afirmar uma identidade, um momento, e que depois se perdem na nuvem”, comenta Nario Barbosa, fotógrafo do Diário. Ele acrescenta que, nesse cenário, a profissão ainda tem muito para se reinventar.

O principal mote deste ofício é mostrar a realidade. Neste contexto, a fotografia tem relação de complemento e comprovação do texto jornalístico. Por isso, produzir esse tipo de imagem requer olhar diferenciado. “É um pouco de dom, sorte de estar no lugar certo e na hora certa e persistência de buscar novas visões para o acontecimento. Temos de encontrar aquela imagem que diz tudo”, conta Claudinei Plaza, editor de fotografia do Diário.

O trabalho dentro da redação de um jornal demanda estar sempre atento ao que acontece e ter uma maior interação com a pauta. “O lado negativo é que está muito difícil entrar no mercado de trabalho como um fotojornalista, principalmente com tanto fechamento de periódicos e revistas”, explica Barbosa. No entanto, não há motivos para desânimo, visto que quem persiste em atuar na profissão enxerga recompensa na rotina diária. “Já ouvi muitas histórias, conheci muita gente. Me emocionei com o que encontrei. O fotojornalismo me permite estar em lugares que jamais iria com outra profissão”, acrescenta o fotógrafo.

Grande parte desta carreira se constrói com experiência e muito estudo. “É preciso ir atrás, visitar museus, ler livros sobre o tema e criar referências”, explica Barbosa. “Quanto mais você sai para a rua para fotografar, mais aprende. O melhor de todo esse processo é poder estar em vários locais diferentes, retratando os mais diversos assuntos, de esportes à economia”, destaca Plaza, que começou a trabalhar na parte de revelação de fotografias e, ali, encontrou sua paixão e vocação.  



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