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Bolsas da Europa fecham em queda com tensões comerciais e de olho na Itália



31/08/2018 | 14:05


A notícia de que os Estados Unidos e o Canadá ainda não chegaram a um acordo para o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) pressionou ainda mais os mercados acionários da Europa, que fecharam em queda nesta sexta-feira, 31. Desde o início das negociações, as tensões comerciais, também com a China, se mantinham no foco de investidores, assim como as incertezas em território italiano e nos mercados emergentes. O índice Stoxx-600 registrou recuo de 0,84% no dia, aos 382,26 pontos, e de 0,36% nesta semana.

A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, afirmou logo após uma reunião com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, que ainda não chegaram a um acordo para o Nafta. Ela destacou que os canadenses buscam "um bom acordo, não qualquer acordo" e que vai voltar a conversar com os negociadores americanos ainda na tarde desta sexta. O prazo para um entendimento entre os países, para que seja possível viabilizar o processo de negociação de um eventual acordo, termina nesta sexta-feira.

A informação intensificou o mau humor nas bolsas europeias, que já operavam em território negativo diante da possibilidade de Washington impor novas tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na próxima semana e das críticas de Donald Trump à proposta da União Europeia (UE) de eliminar tarifas sobre automóveis.

Depois que a comissária para comércio do bloco, Cecilia Malmström, afirmou que a Europa estaria disposta a eliminar tarifas sobre todos os produtos industriais, inclusive carros, se os EUA fizessem o mesmo, Trump afirmou que isso "não é suficiente". Nesta sexta, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que, caso mais tarifas sejam impostas, haverá retaliação.

Diante disso, as ações das montadoras foram pressionadas. Na Bolsa de Frankfurt, que fechou em queda de 1,04%, aos 12.364,06 pontos, e recuo semanal de 0,25%, a ação da Volkswagen registrou baixa de 1,89% e a da BMW, de 0,92%. A Ford, por sua vez, anunciou que vai deixar de importar um modelo de carro da China para os EUA devido às tarifas, e viu seus papéis recuarem 2,02%.

Em Paris, o CAC 40 registrou queda de 1,30%, aos 5.406,85 pontos, e recuo semanal de 0,47%, enquanto o Ibex 35, de Madri, caiu 0,72%, para 9.399,10 pontos, e perda semanal de 1,99%. Em Lisboa, o PSI 20 fechou em baixa de 0,73% no dia e 1,36% na semana, aos 5.422,58 pontos.

Na Itália, também continuam a pesar as incertezas sobre o orçamento. Enquanto o jornal local La Stampa reportou nesta sexta que o ministro da Economia italiano, Giovanni Tria, estaria trabalhando para cumprir as regras da UE, o subsecretário do Conselho da Presidência do governo, Giancarlo Giorgetti, teria defendido ao mesmo veículo que o país pode sim estourar o teto de déficit fiscal de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) estipulado pelo bloco. Em meio ao cenário, o índice FTSE MIB, de Milão, registrou queda de 1,10%, com recuo de 2,28% na semana, para 20.269,47 pontos.

Já em solo britânico, onde o índice FTSE 100, de Londres, caiu 1,11% no dia e 1,91% na semana, aos 7.432,42 pontos, as tensões aumentaram impulsionadas pelas declarações do principal negociador da UE para o Brexit, Michel Barnier, de que um acordo para uma saída ordenada do Reino Unido bloco é possível em outubro, mas que sem um acerto sobre a questão de fronteira da Irlanda não haverá entendimento.

Entre os indicadores, destaque para o PIB da Itália e de Portugal. Enquanto a economia italiana cresceu 0,2% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, em linha com a previsão e 1,2% entre abril e junho, na comparação anual, pouco acima das expectativas, informou o Istat. Em solo português o resultado foi de avanço de 0,5% na comparação trimestral e 2,3% entre abril e junho, na comparação com 2017, em linha com o esperado.



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