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Sem detalhar, Marina fala em medidas para detectar corruptos

Presidenciável pela Rede foi confrontada por apoio a Aécio Neves em 2014 e caso envolvendo Eduardo Campos


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

31/08/2018 | 07:05


Em sabatina ontem ao Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata à Presidência pela Rede, Marina Silva, sustentou ter desenvolvido, sem detalhar, mecanismos para identificar agentes políticos corruptos ao ser confrontada pelo apoio ao senador Aécio Neves (PSDB) – alvo da Operação Lava Jato por corrupção passiva e obstrução da Justiça – no segundo turno da eleição de 2014 e em caso envolvendo Eduardo Campos (PSB), morto há quatro anos, de quem era vice. “Hoje estou muito bem calçada depois da Lava Jato. Fui a única candidata até agora a ir até a Transparência Internacional, e eles produziram mais de 70 propostas de combate à corrupção, um tratado denso. Eu me comprometi a adotar série de medidas.”

Com 22,1 milhões de votos no primeiro turno de 2014, Marina sinalizou arrependimento pela adesão à candidatura do tucano mineiro. “Hoje, com informações que vieram pela Lava Jato, não teria declarado voto ao Aécio”, esquivou-se. Na sequência, o jornalista William Bonner pontuou que antes mesmo das revelações da operação da PF (Polícia Federal) já existiam reportagens sobre irregularidades na concepção do aeroporto na cidade de Cláudio, em Minas Gerais, que favoreceu parentes do senador. “Eu hoje não votaria nem Aécio nem em Dilma (Rousseff, PT). A Lava Jato mostrou que todos eles praticaram crime de caixa dois (na campanha)”. Sobre Eduardo, citou que não tem “compromisso com erros”.

Logo no começo da entrevista, a presidenciável foi indagada em relação à liderança política, principalmente sobre a saída de parlamentares da Rede após a ocasião da votação do impeachment de Dilma. “Ser líder não é ser dono do partido. Dois (deputados) tiveram posição contrária. Quando firmamos a convicção de que o impeachment não era golpe, nós dissemos, ao mesmo tempo, tem legalidade, mas não vai alcançar a finalidade, porque Dilma e (Michel) Temer (MDB) são farinha do mesmo saco, ambos cometeram o mesmo crime. Defendíamos a cassação da chapa Dilma/Temer. Os parlamentares saíram. Não tem nada a ver com liderança”, minimizou.

Os entrevistadores insistiram na questão da liderança, estendendo-se sobre o aspecto da governabilidade. Para a candidata da Rede, pleiteante pela terceira vez ao cargo, ela irá administrar o País, inclusive, com os deputados que saíram do partido. “Duvido que, se ganhar a Presidência, essas pessoas vão sabotar o meu governo. Duvido que pessoa como (Eduardo) Suplicy (PT, ao Senado) vai sabotar o meu governo. Liderar não é ter todo mundo embaixo do mesmo guarda-chuva. Ninguém nunca experimentou isso. Aliás, alguém experimentou: Itamar Franco. Quando assumiu a Presidência, em situação parecida com essa, ele não tinha base e conseguiu juntar pessoas de diferentes partidos, governar e fazer transição.”

A reforma da Previdência encampada por Temer também entrou na pauta. Os jornalistas relataram situações em que Marina tem evitado apresentar posições claras a respeito do tema, sintetizando que ela apenas fala em debate. A candidata rechaçou a pecha. “Se existe pessoa que assume postura sou eu. Defendo a reforma da Previdência e tenho diretrizes para essa reforma. Quais são as diretrizes? Que possamos encarar problema da idade mínima”, disse, sem pormenorizar. “Tem gente que se incomoda com a ideia de debater, porque se acostumou com os pacotes.” 



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