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Empréstimo para Diadema corre risco de não se efetivar

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apesar de aprovação da Câmara, gestão Lauro segue sem garantia para obter financiamento a hospital


Daniel Tossato

31/08/2018 | 07:15


 O pedido de empréstimo de R$ 125 milhões feito pelo governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), e aprovado em definitivo ontem pela pela Câmara para a construção de um hospital na cidade corre o risco de sequer sair do papel.

Vereadores da base ouvidos pelo Diário apontaram que a proposta de ontem é apenas um “aval” para que o Executivo consiga receber o valor junto à Caixa Econômica Federal, admitiram que a instituição financeira não sinalizou sobre a negociação e reconheceram que, caso faltem requisitos para a administração, a liberação do montante será negada.

Em crise financeira, sem conseguir pagar aluguéis de prédios públicos e com ofertas irrisórias de aumento ao funcionalismo, Lauro protocolou em dezembro projeto pedindo aval da Casa para contrair o empréstimo. O texto, porém, traz poucos detalhes de como o Paço pretende quitar esse compromisso. Não há, por exemplo, o número de parcelas que o governo se compromete a quitar o futuro passivo. Apenas diz que, para pagar o valor, utilizará o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O presidente da Casa, Marcos Michels (PSB), alertou que o texto aprovado ontem é apenas um dos primeiros passos para que o prefeito possa realizar a capitalização do valor junto à instituição financeira. Marcos também afirmou que o empréstimo pode nem ser concluído, já que a cidade precisaria estar com a saúde financeira em dia. “A Caixa pode sim negar emprestar o dinheiro. O valor de R$ 125 milhões é apenas o teto apontado pelo Lauro. O banco poderepassar o total do montante, uma fração ou até mesmo nada.”

Líder do governo, Célio Boi (PSB) reconheceu que há pontos cegos no projeto. “Realmente não sei como funcionaria a questão de como a Prefeitura devolveria o valor para a Caixa”. Assessor especial de Lauro, o ex-vereador José Dourado (PSDB) também comentou sobre a possibilidade de o recurso não chegar em Diadema. “Hoje (ontem) ele (Lauro) recebeu esse aval. O que vai acontecer daqui para frente só Deus sabe.”

Durante as discussões para a aprovação definitiva do projeto na Câmara, o embate ficou centralizado entre oposicionistas Josa Queiroz e Ronaldo Lacerda (ambos do PT) e Célio Boi. “Eu sugiro a abertura de uma CPI para investigar a Saúde da cidade”, disparou Josa. “O projeto é fraco, mal explicado. Parece ser muito amador”, concluiu.

Célio Boi reforçou a defesa que tem feito durante todo o processo do projeto até sua aprovação. Alegando que a cidade necessita de mais um hospital, o vereador pediu para que os vereadores votassem a favor da matéria. “A Saúde está precisando de mais uma unidade médica. Ajudaria muito a população de Diadema”, afirmou.

O novo complexo hospitalar serviria para substituir o Hospital Municipal atual, no bairro Piraporinha. Instalado em estrutura do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o HM corre risco de despejo porque a União requereu a devolução do prédio. A desocupação teria de ser feita até o próximo mês.



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