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Juros fecham em queda com alívio no câmbio; dólar volta aos R$ 4,11

Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


29/08/2018 | 16:58


Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam a sessão regular desta quarta-feira, 29, em queda moderada, enquanto as taxas longas terminaram perto dos ajustes de terça-feira. O recuo do dólar contribuiu para o alívio nos prêmios, mas as incertezas do cenário eleitoral seguiram exercendo pressão contrária e limitando também o volume de contratos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 terminou em 8,45%, de 8,49% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou na mínima de 9,59%, de 9,66% no ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 11,28% para 11,26% e a do DI para janeiro de 2025 ficou estável, em 12,01%.

Na última hora de negócios, o dólar renovou mínimas ante o real, voltando ao patamar dos R$ 4,11, sendo que no exterior a moeda americana também se enfraquece. Às 16h18, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, estava na mínima de 94,552 pontos. No Brasil, o dólar à vista cedia 0,44%, aos R$ 4,1192.

A recente escalada do dólar e sua persistência acima dos R$ 4 já levanta preocupações em torno dos riscos de a inflação fechar acima do centro da meta em 2018 e 2019, o que pode exigir uma resposta da política monetária antes do esperado.

O noticiário das eleições e do exterior nesta quarta não trouxe grande impacto. Segundo o economista-chefe do DMI Group, Daniel Xavier, o mercado de juros operou no "modo de espera" pelas pesquisas de intenção de votos a serem divulgadas entre esta quarta e a quinta-feira, entre elas a do Ibope.

O levantamento, feito a pedido da TV Globo, vai analisar a disputa para o governo estadual, o Senado e o governo Federal em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País. "O mercado tem estado de lado, aguardando as pesquisa eleitorais de curto prazo", disse Xavier.

Já os rendimentos dos Treasuries perderam força pontualmente na última hora, em meio a comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar de ter dito que "as coisas com o Canadá estão indo muito bem", referindo-se às negociações retomadas após o acordo firmado entre americanos e mexicanos, o republicano afirmou que os EUA estão "sendo muito duros" com a China.

Às 16h12 (de Brasília), o juro da T-note de 10 anos estava em 2,881%, de 2,879% no fim da tarde de terça.

Nas ações, o Ibovespa sustentava ganho firme, de 1,24%, aos 78.434,51 pontos.



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