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Bolsas da Europa fecham mistas com Nafta, Brexit e Itália no radar



29/08/2018 | 14:07


Os mercados acionários da Europa fecharam sem sinal único a sessão desta quarta-feira, 29, com investidores monitorando a retomada das conversas com o Canadá após o anúncio de um acordo bilateral entre Estados Unidos e México na segunda-feira, enquanto as negociações para o Brexit e a questão orçamentária da Itália continuam no radar. O índice pan-europeu Stoxx-600 registrou alta de 0,30%, aos 386,63 pontos.

A ministra de Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, disse estar otimista com as conversas a respeito do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

As declarações foram feitas logo antes do início de uma reunião com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer. Freeland afirmou, ainda, que se reuniu com autoridades mexicanas na terça à noite e que sua equipe foi encorajada pelo progresso em relação ao acordo entre os EUA e México.

A possibilidade de um acordo trilateral voltou a amenizar preocupações com o cenário comercial global, o que ajudou algumas das praças europeias. O CAC 40, de Paris, registrou alta de 0,30%, aos 5.501,33 pontos, enquanto em Frankfurt o DAX avançou 0,27%, para 12.561,68 pontos.

Em Milão, o índice FTSE MIB subiu 0,68%, para 20.760,07 pontos, encerrando na máxima do dia. No noticiário do dia, o jornal La Stampa noticiou que a Itália pediu ao Banco Central Europeu (BCE) para começar um novo programa de compra de ativos, a fim de afastar ataques especulativos, como destacaram analistas do banco de investimentos Jefferies em relatório. No entanto, o vice-primeiro-ministro italiano, Luigi Di Maio, comentou, de acordo com relatos, que o governo não está pedindo ajuda de ninguém, o que deu apoio a ações de bancos, como o Intesa Sanpaolo (+1,33%) e o UniCredit (+0,39%).

Ao mesmo tempo, o principal negociador da União Europeia (UE) para questões relacionadas ao Brexit, Michel Barnier, afirmou que "estamos preparados para oferecer uma parceria com o Reino Unido como nunca estivemos antes com outro país terceiro", de acordo com informações do Financial Times.

Ele acrescentou, no entanto, que o Reino Unido "deve respeitar" as estruturas centrais da UE, como o mercado único. "O mercado único significa mercado único", reforçou, acrescentando que "isso não é negociável".

As declarações impulsionaram a libra e, com isso, o índice FTSE 100 registrou queda de 0,71%, para 7.563,21 pontos, na Bolsa de Londres.

Investidores também acompanham a trajetória da lira turca, que recua ante o dólar pressionada pelo anúncio de que o banco central vai dobrar o limite de tomada de crédito dos bancos para transações overnight no mercado monetário interbancário, numa tentativa de dar sustentação ao setor bancário do país, ao mesmo tempo em que o recuo na leitura oficial do índice de confiança econômico e o rebaixamento de 20 instituições financeiras pela agência de classificação de risco Moody's pressionaram a moeda.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex 35 fechou em queda de 0,39%, para 9.569,50 pontos, e, em Lisboa, o PSI-20 teve baixa de 0,29%, aos 5.495,74 pontos.



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