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MP denuncia Filippi por improbidade em ação sobre campanha de Haddad


Junior Carvalho

29/08/2018 | 07:40


O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT), atual candidato a deputado federal, por ato de improbidade administrativa ao supostamente receber propinas do grupo UTC em troca de favorecimento ao conjunto de empreiteiras no governo do ex-prefeito da Capital Fernando Haddad (PT), atual candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provável substituto do ex-presidente na disputa ao Planalto.

Na ação, em que o próprio Haddad também é arrolado, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital narra fatos já revelados no âmbito da Operação Cifra Oculta, que investigou pagamento de dívidas da campanha de Haddad à prefeitura paulista em 2012 com materiais gráficos.

O promotor Wilson Tafner sustenta que Filippi foi responsável por intermediar negociações entre o então candidato a prefeito de São Paulo com o grupo UTC Constran. Segundo a denúncia, o ex-prefeito de Diadema foi responsável por apresentar Haddad ao empresário Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC e que o petista recebeu do grupo, entre 2013 e 2014, R$ 200 mil em propinas. O MP elenca série de contratos celebrados pelo governo Haddad com as empreiteiras, que somam cerca de R$ 500 milhões, atribuindo-as às negociações de favorecimento.

Na ação, o promotor pede que Filippi e Haddad sejam condenados à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito a dez anos, perda dos valores atualizados acrescidos ilicitamente ao patrimônio, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público. Além dos petistas também responderão ao processo outras cinco pessoas e cinco empresas ligadas ao grupo UTC Constran, entre elas o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O MP também solicitou liminar pedindo o bloqueio dos bens de todos os envolvidos, mas o processo ainda tramita na mesa da juíza Maricy Maraldi, da 8ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

Por meio de nota, Filippi alegou que “em nenhum momento” foi ouvido pelos promotores, o que, segundo ele, “prejudica o processo jurídico e tolhe o direito de defesa”. “Sigo com a consciência tranquila, pois acusações levianas de um criminoso confesso não conseguirão abalar a verdade e os fatos. Confio que a Justiça corrigirá estas calúnias”, disse o ex-prefeito de Diadema. Já o PT nacional classificou a denúncia do MP como “falsa, irresponsável e facciosa” e adiantou que vai acionar o Conselho Nacional do Ministério Público por conta do que chamou de “ação partidária e política”.
Como é recente, a ação não prejudica judicialmente as candidaturas de Filippi e Haddad.  



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