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Rapper MV Bill participa de bate-papo sobre temas sociais no Sesc Santo André


Daniela Pegoraro

28/08/2018 | 07:00


 Com 29 anos de carreira no mundo do hip hop, oito discos lançados e inúmeros prêmios recebidos, o rapper MV Bill se consolida como um dos nomes mais reconhecidos na cena musical. No entanto, também se destaca por suas atuações como escritor, cineasta e ativista social. O Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302) recebe o artista amanhã para debate sobre o tema Brasil e Seus Brasis Diferenciados, às 20h. O bate-papo é gratuito.

O rapper vai comentar sobre assuntos como racismo, a realidade nas comunidades, segurança pública, repressão policial e a importância do hip hop para os jovens de periferia. “Participo desse projeto em parceria com o Sesc faz sete anos. O principal é discutir sobre as realidades do País que não vemos, que são ignoradas, e refletir sobre qual Brasil nós queremos para o futuro”, explica o cantor em entrevista ao Diário.

Os assuntos discutidos fazem parte de toda trajetória de MV Bill no ativismo social. Um de seus marcos é a Central Única da Favela, ONG que hoje é considerada uma das maiores e mais importantes em atividade no Brasil. A organização atua nos âmbitos político, social, esportivo e cultural, e foi criada em 1999 a partir das ideias de jovens da periferia que procuravam por espaço para se expressar. Também tem objetivo de disseminar o hip hop por meio de programas, discos, concursos, festivais, oficinas e debates.

O projeto tem atuação em 27 Estados brasileiros e outros países como Bolívia, Alemanha, Chile, Hungria, Itália e Estados Unidos. Inclusive, o artista chegou a ser premiado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como uma das dez pessoas mais militantes do mundo na última década. Há cerca de um ano, o rapper se afastou do comando da Central Única da Favela para poder se concentrar na música. “O trabalho social é maravilhoso, mas também consome muito.” Este ano foram três singles lançados e outros seis estão programados até dezembro.

Sua carreira como rapper, cineasta e escritor, entretanto, não foge das questões sociais. Em seus discos, tende a fazer críticas políticas e mostrar a realidade dos morros. Lançou seu primeiro livro em 2005 com Celso Athayde, intitulado Cabeça de Porco, que apresenta histórias de crianças e jovens que vivem no mundo do crime. No ano seguinte, permanecendo no assunto, lançou Falcão — Meninos do Tráfico, que alcançou sucesso ao ser transmitido pelo Fantástico, na Rede Globo.

“Na época do documentário, esperava que a mobilização fosse maior do que realmente foi. O mundo do crime aumentou, enquanto os projetos sociais não cresceram na mesma proporção. O saldo foi negativo. Acredito que a esperança esteja nas políticas públicas. Somos um dos países que mais cobram impostos, mas não vemos isso retornar”, comenta.



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Rapper MV Bill participa de bate-papo sobre temas sociais no Sesc Santo André

Daniela Pegoraro

28/08/2018 | 07:00


 Com 29 anos de carreira no mundo do hip hop, oito discos lançados e inúmeros prêmios recebidos, o rapper MV Bill se consolida como um dos nomes mais reconhecidos na cena musical. No entanto, também se destaca por suas atuações como escritor, cineasta e ativista social. O Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302) recebe o artista amanhã para debate sobre o tema Brasil e Seus Brasis Diferenciados, às 20h. O bate-papo é gratuito.

O rapper vai comentar sobre assuntos como racismo, a realidade nas comunidades, segurança pública, repressão policial e a importância do hip hop para os jovens de periferia. “Participo desse projeto em parceria com o Sesc faz sete anos. O principal é discutir sobre as realidades do País que não vemos, que são ignoradas, e refletir sobre qual Brasil nós queremos para o futuro”, explica o cantor em entrevista ao Diário.

Os assuntos discutidos fazem parte de toda trajetória de MV Bill no ativismo social. Um de seus marcos é a Central Única da Favela, ONG que hoje é considerada uma das maiores e mais importantes em atividade no Brasil. A organização atua nos âmbitos político, social, esportivo e cultural, e foi criada em 1999 a partir das ideias de jovens da periferia que procuravam por espaço para se expressar. Também tem objetivo de disseminar o hip hop por meio de programas, discos, concursos, festivais, oficinas e debates.

O projeto tem atuação em 27 Estados brasileiros e outros países como Bolívia, Alemanha, Chile, Hungria, Itália e Estados Unidos. Inclusive, o artista chegou a ser premiado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como uma das dez pessoas mais militantes do mundo na última década. Há cerca de um ano, o rapper se afastou do comando da Central Única da Favela para poder se concentrar na música. “O trabalho social é maravilhoso, mas também consome muito.” Este ano foram três singles lançados e outros seis estão programados até dezembro.

Sua carreira como rapper, cineasta e escritor, entretanto, não foge das questões sociais. Em seus discos, tende a fazer críticas políticas e mostrar a realidade dos morros. Lançou seu primeiro livro em 2005 com Celso Athayde, intitulado Cabeça de Porco, que apresenta histórias de crianças e jovens que vivem no mundo do crime. No ano seguinte, permanecendo no assunto, lançou Falcão — Meninos do Tráfico, que alcançou sucesso ao ser transmitido pelo Fantástico, na Rede Globo.

“Na época do documentário, esperava que a mobilização fosse maior do que realmente foi. O mundo do crime aumentou, enquanto os projetos sociais não cresceram na mesma proporção. O saldo foi negativo. Acredito que a esperança esteja nas políticas públicas. Somos um dos países que mais cobram impostos, mas não vemos isso retornar”, comenta.

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