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Como identificar um charlatão?


Cíntia Bortotto

27/08/2018 | 07:21


Com a era digital, uma comunicação constante e sem limites e todo tipo de propaganda chegando a nós pela internet sobre todo tipo de produto e serviço, o que podemos fazer para não cair em golpes? Tanto empresas quanto pessoas físicas precisam de atenção na hora de contratar.

A primeira dica que sugiro é: cheque as referências do produto ou do serviço, veja se já conhece alguém que o consumiu. Avaliações na internet, como o site Reclame Aqui, e outras ferramentas deste tipo, também podem ser úteis. Se for procurar um hotel, ou uma loja, cheque as avaliações, comentários antes de fechar o negócio. Claro que não são todos que vão gostar, mas se existe uma incidência muito grande de reclamações, é preciso ligar o alerta vermelho.
Outro item para prestar atenção é se o prestador de serviço ou do produto possui certificações. Por exemplo, se vou escolher um coach, devo verificar se ele tem certificações. Se vou contratar um psicólogo, ele tem outras formações que não só o bacharel e a faculdade de Psicologia? Se vou escolher um médico, ele tem especializações? E a questão não é apenas olhar o que está nas redes sociais, até porque alguns serviços mexem com saúde, parentes, preciosidades nossas. Precisamos pesquisar de verdade. Temos visto nos noticiários pessoas que não são sérias e nem poderiam estar oferecendo aqueles produtos ou serviços.

Para avaliar a qualidade, uma aliada é a certificação. Elas só qualificam pessoas com o mínimo de qualidade, elas passam por provas, banca, e geralmente não é qualquer um que passa. Certificações são processos qualitativos que ajudam muito nesse sentido.

Os processos de contratação tanto para empresas quanto pessoas físicas devem ser similares. A área de compras numa grande empresa busca o serviço, pede referências, verifica preço, pede uma proposta formal e documentos que mostrem as certificações para, somente na sequência, passar para a fase de contratação. A pessoa física tem todos esses direitos também.

Verifique diplomas e certificações sem parecer ofensivo. Pergunte de maneira educada, peça uma proposta, com registros do CRM (Conselho Regional de Medicina) e do CRP (Conselho Regional de Psiciologia). Tem muita gente que oferece o serviço e a qualidade é pífia. Converse com pessoas que também prestam o serviço, principalmente se é um serviço que você não conhece. Por exemplo, dentro de um hospital, um médico você consegue medir. Converse com bastante gente para que você não pague um serviço sem receber o retorno adequado.

Se você não está satisfeito, é hora de repactuar. Se você entender que contratou errado, a vida segue. Se você achar que foi enganado, procure os órgãos que regulamentam as profissões, ouvidorias, coordenações. Coloque nos sites sua avaliação quando ela for ruim para que outras pessoas não passem pelo mesmo que você. E tenha a coragem de falar “não mais, não vou te pagar mais nenhum centavo”.

Num mundo onde tudo é muito mais aparência, propaganda e parece fácil, quando lidamos com questões essenciais é necessário conteúdo. Precisamos de maneiras mais cuidadosas e profundas de ter certeza que estamos colocando coisas importantes nas mãos certas. 



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