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São Caetano se mobiliza para dar nova cara ao antigo centro de atletismo

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura promete abrir licitação para limpar e pintar espaço, que vai ser usado por lutadores


Anderson Fattori

27/08/2018 | 07:00


O que já foi o melhor e mais moderno centro indoor de atletismo do Brasil agora se resume a um galpão ocioso na Vila São José, em São Caetano. Com o rompimento repentino do contrato da B3 (antiga BM&FBovespa) com a cidade – anunciado em meados de janeiro –, o espaço vai passar por reformulação. A Prefeitura promete anunciar nos próximos dias abertura de licitação para fazer limpeza e pintura do local, que depois vai abrigar as equipes de lutas do município, como judô, taekwondo, jiu-jtsu, entre outras artes marciais.

Os planos não eram esses. Cedido em regime de comodato (empréstimo gratuito) para a B3 até 2027, o local recebeu investimento de R$ 20 milhões da Bolsa de Valores antes de ser inaugurado, em 2012, com status de melhor lugar no Brasil para se treinar atletismo. Em janeiro, porém, mudança na linha de investimentos da empresa acabou com o apoio à modalidade e culminou com a devolução antecipada do espaço e com o fim da equipe de atletismo. Como não havia multa estabelecida no contrato de comodato, a rescisão aconteceu de forma natural, sem nenhum problema jurídico.

Com a decisão da B3, os 57 atletas e os 13 treinadores que faziam parte da equipe, a mais vitoriosa do Brasil, foram informados que vão receber os salários até o fim da temporada. Muitos deles migraram para a Orcampi, equipe sediada em Campinas, que absorveu a demanda e vai receber também alguns dos equipamentos de última geração que eram disponibilizados em São Caetano.

HISTÓRIA
A parceria do município com a B3 começou em 1988, com distribuição de barras de ouro aos atletas nacionais premiados na Olimpíada de Seul, na Coreia do Sul. O apoio foi intensificado em 1990, com patrocínios individuais, até que, em 2000, a BM&F assumiu a antiga União Esportiva Funilense e iniciou a montagem da estrutura de ponta que garantiu ao Brasil medalhas olímpicas e mundiais nos últimos anos, além de ser a casa de atletas como Marílson Gomes dos Santos, Fabiana Murer, Duda, Thiago Braz, Jadel Gregório, Maurren Maggi, entre muitos outros.

OUTRA CARA
A equipe do Diário entrou no espaço onde funcionava o centro de treinamento e o cenário é bem diferente ao de meses atrás. Sem nenhum atleta treinando, parte da estrutura, que pertence à B3, já foi desmontada, mas ainda tem muito material para ser retirado, como a academia, por exemplo.

Um dos primeiros equipamentos levados foi o do salto com vara, que por muito tempo foi utilizado por Fabiana Murer, uma das precursoras da modalidade no Brasil e que se aposentou logo após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Campeã mundial indoor e outdoor, ela e seu técnico, Elson Miranda, foram os responsáveis por trazer para São Caetano o que há de melhor no mundo para a prática da modalidade e se orgulhavam disso.

A Prefeitura não estipulou prazos para abrir a licitação, tampouco para que se iniciem os trabalhos de limpeza e pintura do espaço. Enquanto isso, os atletas de lutas de São Caetano ocupam outros locais na cidade, como a estrutura da AD São Caetano, também na Vila São José.  



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