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‘Podemos ter primeira tríplice aliança do PSDB’

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/08/2018 | 07:00


Prefeito da Capital desde abril, Bruno Covas (PSDB) mostra otimismo com o momento eleitoral do tucanato e projeta que, pela primeira vez desde a redemocratização, governo federal, Palácio dos Bandeirantes e a administração da principal cidade do País ficarão na mão de um único partido.

Em entrevista exclusiva ao Diário, Bruno Covas analisa ser possível convencer o eleitor da Capital que a união de esforços nas diferentes esferas de poder será benéfica ao paulistano, ainda machucado politicamente com a renúncia do ex-prefeito João Doria, eleito em 2016 com discurso de cumprir integralmente seu mandato.

“Durante o período do horário eleitoral, vamos mostrar que podemos ter primeira tríplice aliança entre prefeitura de São Paulo, governo do Estado e Presidência da República, que só vai beneficiar a própria população da cidade”, avalia o prefeito da Capital, que vislumbra também crescimento eleitoral do candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, a partir de sexta-feira, quando tem início a campanha no rádio e na TV. “Ele vai ter o maior tempo de TV, quase metade do horário eleitoral gratuito, tem muito a mostrar sobre o que fez como governador de São Paulo, tem propostas para apresentar ao País. Tenho certeza que a partir do início do horário eleitoral a gente vai reverter esse quadro, levá-lo para o segundo turno e ganhar a eleição.”

Como chefe do Executivo de São Paulo, Bruno Covas crê ser possível afinar discurso com municípios do Grande ABC, principalmente porque três deles são administrados por tucanos. “Temos relação muito forte com os prefeitos do Grande ABC, principalmente com o Orlando (Morando, de São Bernardo), Paulinho (Serra, de Santo André) e (José) Auricchio (Júnior, de São Caetano). Estamos a todo momento trocando experiências, acho que essa é a ação principal.”

Há quatro meses à frente da prefeitura da Capital, já foi possível dar a sua cara no governo? Qual a grande diferença de perfil?
Nesses quatro meses avalio que ficou claro que tem feito exatamente aquilo que prometi quando assumi a prefeitura de São Paulo de que seria a mesma gestão, daria continuidade a tudo aquilo que foi iniciado (pelo então prefeito João Doria, PSDB) em janeiro de 2017, até porque eu estava ao lado do Doria quando saímos candidatos (no pleito) de 2016, fui seu secretário de subprefeituras regionais, depois secretário da Casa Civil, e temos mantido todos os programas que ele começou, além de iniciar outros (projetos), que já estavam previstos para dar largada e não houve tempo de começar. Demos o pontapé inicial nesses projetos. Portanto, neste período, demonstramos exatamente aquilo que foi colocado como compromisso quando assumi a prefeitura. Ainda assim tentando focar naquilo que é o essencial, as pessoas que encontram-se em situação de vulnerabilidade, por isso tenho feito série de ações na área de Direitos Humanos, Assistência Social, visitado vários equipamentos ligados ao social, Educação, setores que entendo ser mais importantes, o que nos move a dar mais atenção.

Queria aprofundar indagação sobre a questão da mudança no comando da prefeitura, a principal do País. O senhor faz parte de uma nova geração de políticos do PSDB que busca protagonismo com o distanciamento de algumas lideranças, como Aloysio Nunes, Alberto Goldman e José Serra. Existe articulação no sentido de ocupar esse espaço no tucanato?
Considero uma questão natural mesmo, com o tempo tem a passagem de bastão de gerações anteriores para as novas gerações. Na verdade, teve uma geração que ficou período sem fazer política (partidária) por conta da ditadura militar. Está tendo passagem de bastão do pessoal que hoje está com 60, 70 anos, para uma outra que tem 30, 40 anos. Pulou uma geração que não teve continuidade, porque não pôde fazer política durante a fase de ditadura. E nós começamos já com a democracia instalada no País (a partir de 1985) e, portanto, talvez, essa grande diferença de idade, mas é questão que o tempo vai ajustando, a população tem apostado, cada vez mais, em nomes novos, e não apenas o meu. Tem prefeitos de outros partido, a exemplo do Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), em Salvador, o Nelson Marchezan (Júnior, PSDB), em Porto Alegre. São jovens lideranças que vêm despontando no cenário nacional.

Sobre a relação de São Paulo com o Grande ABC, muito se falou sobre estreitamento de elos entre a Capital e a região, principalmente depois de vitória de quatro figuras políticas do PSDB na eleição de 2016. Foi pensado algo prático no período diante dessa ligação, em especial, pela sua proximidade também pessoal com os prefeitos?
Temos relação muito forte com os prefeitos do Grande ABC, principalmente com o Orlando (Morando, de São Bernardo), Paulinho (Serra, de Santo André) e (José) Auricchio (Júnior, de São Caetano). Estamos a todo momento trocando experiências, acho que essa é a ação principal, várias atividades envolvidas pelas prefeituras, replicando boas iniciativas (com os colegas). Foram além de questões simbólicas, como quando fizemos ação de zeladoria conjunta com a Prefeitura de São Bernardo, mostrando essa sintonia no jeito tucano de governar.

Um dos problemas crônicos que transcende as linhas das cidades da região com São Paulo trata-se sobre a Avenida dos Estados. Já houve algum tipo de conversa dos prefeitos daqui com a Capital para minimizar os impactos frequentes na via? É possível encontrar um ponto de ações conjuntas?
Não houve (tratativas até o momento neste sentido), mas com certeza é possível ter entendimento comum sobre responsabilidades compartilhadas, enfim, estabelecer compromissos de zeladoria comum. Temos total disposição para o diálogo.

O Diário publicou, recentemente, que a chapa proporcional do PSDB a federal parte para a eleição de outubro com 1,2 milhão de votos a menos por conta da saída de alguns nomes, como o seu, o do Duarte Nogueira, eleito prefeito de Ribeirão Preto, Silvio Torres, que não disputará a reeleição. Qual a sua avaliação sobre a bancada que o tucanato tem condições de eleger no pleito tendo em vista esse cenário?
Todos os votos começam zerados. Não tem nenhum voto que se carrega da última eleição. Acho que mais uma vez todos os candidatos do PSDB a deputado federal, assim como também a estadual, vão ter que percorrer os 645 municípios e buscar o voto dos mais de 30 milhões de eleitores que temos no Estado de São Paulo. Acredito que pela chapa (proporcional) que a gente apresentou deve manter a bancada, tanto em nível federal quanto na esfera paulista. Apesar de alguns nomes que disputaram a eleição de 2014 com êxito não serem candidatos em 2018 tem outros quadros novos na concorrência, como Fabrício Cobra (Arbex), filho da Zulaiê Cobra Ribeiro, e outros que tentam retomar a vida pública, a exemplo do José Aníbal, hoje suplente de senador e que busca vaga na Câmara Federal. Enfim, tenho certeza que temos bons nomes para poder eleger bancada forte como foi a de 2014.

Em relação às campanhas eleitorais majoritárias, como o senhor vislumbra o PSDB na disputa ao governo de São Paulo, tendo o ex-prefeito da Capital hoje à frente numericamente em algumas pesquisas de intenção de voto?
Se pegar as pesquisas (do período) de 20 de agosto de 2016 verá o Celso Russomanno (PRB, deputado federal) com mais de 30%, a (senadora) Marta (Suplicy, atualmente sem partido, ex-MDB) na faixa de 20%, depois vinha a (deputada federal Luiza) Erundina (Psol) perto de 10%, o (então prefeito Fernando) Haddad (PT) com 5% e o Doria com 3%. E, no fim, o Doria ganhou no primeiro turno e o Haddad ficou em segundo colocado (na disputa). Neste momento, a pesquisa ainda não reflete o que deve acontecer de verdade. Acho que a população ainda não parou efetivamente para discutir o quadro político. Com a entrada do horário eleitoral gratuito, as pessoas vão levar essa discussão para dentro de casa, dentro do trabalho, com os amigos, familiares. A partir disso, deve existir mudanças significativas nas pesquisas. Por enquanto, a gente pode, por meio das pesquisas, medir tendência, saber quais são os pontos a serem trabalhados, o que precisa mudar do ponto de vista da rejeição. Mas, creio eu, do ponto de vista do resultado que vai acontecer em 7 de outubro considero que é muito cedo para dizer.

Na sua avaliação, como o PSDB pode auxiliar para tentar reverter a margem de rejeição do Doria em razão da renúncia ao cargo de comando da prefeitura?
Ela é focada principalmente na Capital, em especial por ter renunciado para disputar o governo do Estado. E nós vamos, especialmente, durante o período do horário eleitoral, mostrar que podemos ter primeira tríplice aliança entre prefeitura de São Paulo, governo do Estado e Presidência da República, que só vai beneficiar a própria população da cidade. A gente espera com isso (esse discurso) reduzir rejeição.

O atual governador de São Paulo, Márcio França (PSB), tem dito que quem é tucano de verdade, ao citar seu avô Mário Covas com quem relata ligação de amizade, vota em Márcio França. Qual a sua avaliação a respeito?
Isso (declaração) só mostra a força que o PSDB tem no Estado. Quando as pessoas querem dizer que tem o apoio do partido não é por acaso, é porque é importante. Mas, claro, como tucano de verdade faço campanha para o Doria, é meu candidato, embora respeito muito o governador de São Paulo. Os tucanos de verdade estão com João Doria.

Em relação ao cenário presidencial, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) registra índice em levantamentos que o coloca em condições ainda fora do segundo turno. Como o senhor considera que a estratégia tem que levada para alavancar essa situação e inseri-lo no páreo?
É a mesma coisa que considero a respeito do quadro a governador. Ele vai ter o maior tempo de TV, quase metade do horário eleitoral gratuito, tem muito a mostrar sobre o que fez como governador de São Paulo, tem propostas para apresentar ao País. Tenho certeza que a partir do início do horário eleitoral a gente vai reverter esse quadro, levá-lo para o segundo turno e ganhar a eleição.

Há tempo hábil para crescimento consolidado neste período curto de campanha?
Volto a dizer: perto do dia 20 de agosto de 2016 o Doria tinha 3% e foi eleito no primeiro turno, com 53%.

Uma pitada sobre 2020. Há plano para encaminhar projeto de reeleição daqui dois anos? Existe interesse da sua parte?
Não, ainda muito longe, 2020 só vem depois de 2019. Só falo (neste momento) de 2018. 



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