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PSDB e Doria viram alvo do 2º debate entre nomes ao Estado

Arquivo/Diário do Grande ABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidatos miram críticas ao legado tucano, alfinetam Skaf e evitam embate com França


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/08/2018 | 07:00


O segundo debate entre os candidatos ao governo de São Paulo ficou marcado por ataques ao PSDB e ao candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito paulistano João Doria. Líder nas pesquisas de intenções de voto divulgadas nesta semana, Doria teve de responder a críticas constantes à sua renúncia do posto na prefeitura de São Paulo, à recém-condenação por improbidade administrativa e ao histórico de administrações do PSDB no Estado.

Assim como o embate de ideias promovido pela Band, no dia 16, tom acirrado foi adotado pelos candidatos presentes ao programa – o governador Márcio França (PSB), Luiz Marinho (PT), Paulo Skaf (MDB), Marcelo Candido (PDT), Lisete Arelaro (Psol), Rodrigo Tavares (PRTB) e Doria.

Desta vez, as pesquisas parecem ter norteado os postulantes. Isso porque França, que tem entre 4% e 5% de intenções de voto, pouco foi confrontado pelos principais nomes no páreo. Tanto que, além de Doria, Skaf também precisou responder aos ataques, em especial por ele ser correligionário do presidente da República, Michel Temer (MDB), que nutre baixa popularidade no País.

Ponto alto no confronto foi quando Marinho e Doria ficaram frente a frente. O petista, ex-prefeito de São Bernardo, perguntou sobre aumento das estatísticas de violência contra a mulher. “São 30 estupros por dia. Por que os governos do PSDB não cuidaram disso?”. Chamando Marinho de “candidato do PT”, Doria defendeu as gestões tucanas. “Mas o senhor disse que as Delegacias da Mulher não funcionam. Foi presidente da Embratur no governo de José Sarney e fez propaganda com mulheres nuas”, rebateu. “Você deve estar com problema de amnésia. Seu passado condena, o meu não. Vocês, do PT, roubaram R$ 50 bilhões da Petrobras”, disparou o tucano, frase que gerou concessão de direito de resposta a Marinho. “O João Doria tem maneira agressiva de se dirigir às pessoas. Se tem alguém condenado é você, que teve direitos políticos cassados”, lembrando condenação sofrida por Doria ontem.

Doria ainda foi confrontado por Lisete, que lembrou conflito de professores da rede pública com a GCM (Guarda Civil Metropolitana) na gestão do tucano. Neste momento, aliás, houve momento engraçado, pois Lisete tinha direito a escolher a quem perguntar e disparou: “Escolho o candidato do Temer”. Mediador do debate, o apresentador Boris Casoy afirmou “não saber quem era o candidato do Temer” e alertou que, se fosse Skaf, ele estaria impedido de ser questionado. Foi quando Lisete escolheu Doria, fato ironizado pelo tucano. “Achei curioso o Luiz Marinho sugerir para a senhora a quem perguntar. Uma vez PT, sempre PT.”

Outro momento que gerou risos, de candidatos e até da plateia, foi quando Tavares não conseguiu concluir seu raciocínio em embate com Marinho, mesmo tendo tempo à disposição. Ao voltar ao microfone, o postulante do PRTB se justificou. “Somos humanos, temos direitos a errar, peço desculpas. Sei que virarei meme na internet com o piripaque do Chaves, mas temos de rir de nós mesmos”, declarou, em referência ao personagem imortalizado pelo comediante mexicano Roberto Bolaños.



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