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Câmara de Ribeirão recua e aprova contas de Volpi

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Contabilidade havia sido rejeitada no ano passado, mas ex-prefeito contestou sessão


Do Diário do Grande ABC

23/08/2018 | 15:17


Após 15 meses da primeira votação, a Câmara de Ribeirão Pires recuou e absolveu ontem, na surdina, o ex-prefeito Clóvis Volpi (Patriota) ao aprovar as suas contas do exercício de 2012 – último ano do segundo mandato –, contrariando parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) pela rejeição. Com série de mudanças de lado dos vereadores, o resultado foi de 12 votos a favor de Volpi e apenas cinco contrários, justamente o número necessário para derrubar a análise negativa. Em maio do ano passado, a apreciação teve saldo de oito adesões ante nove crivos para manter a reprovação.

Volpi governou Ribeirão entre 2005 e 2012. A manutenção do parecer pelo Legislativo, anteriormente, havia deixado o ex-prefeito inelegível pelo período de oito anos, mas a própria Casa decidiu, há pouco mais três meses, anular a sessão, abrindo cenário para novo julgamento. Neste ínterim, muitas movimentações nos bastidores. No total, sete parlamentares adotaram posicionamento diferente em relação à outra votação, a maioria saindo da lista contrária (cinco), incluindo Rubão Fernandes (PSD), Amaury Dias, Edmar Aerocar, ambos do PV, Danilo da Casa da Sopa (PSB) e José Nelson da Paixão (PPS).

Carlinhos Trindade (PPS) assumiu cadeira na Câmara em abril, e não seguiu a postura oposta do correligionário Flávio Gomes, que foi afastado do cargo depois de determinação da Justiça. Edson Savietto, o Banha (PPS), Zé Nelson, Professor Paulo César, ambos do MDB, Gê do Aliança (PSC), Arnaldo Sapateiro (PSB) e Anselmo Martins (PR) continuaram fiéis a Volpi. Em situação curiosa, dois vereadores alteraram crivo positivo do ano passado e votaram contra na apreciação de ontem: João Lessa (PSDB) e Silvino de Castro (PRB). Amigão D’Orto (PTC), Rato Teixeira (PSB) e Rogério do Açougue (PSB) sustentaram voto pela reprovação.

As contas do ex-prefeito foram consideradas irregulares devido à contratação de médicos em período eleitoral e pelo fato de ele ter deixado restos a pagar de cerca de R$ 23 milhões para a gestão que o sucederia, de Saulo Benevides. O ex-prefeito usou as redes sociais para agradecer a “compreensão dos vereadores que sustentaram a minha tese de que tudo que o TCE” apontou no parecer “teve uma razão de existir”. “Não houve dano ao erário publico. Não houve dolo e sequer má-fé nas minhas contas. O Ministério Público de Contas escreveu literalmente que não agi de má-fé.”

O ex-prefeito é cotado a voltar a concorrer no pleito majoritário de Ribeirão, daqui dois anos – em 2016, ele entrou na corrida pelo Paço de Mauá pelo PSDB, onde foi vereador no passado. Volpi avaliou, no contexto de sua postagem publicada no Facebook, que o pano de fundo da rejeição do balancete na Casa era a antecipação do processo eleitoral. “O que havia na discussão pela aprovação ou não das minhas contas era uma guerra política instalada pelo grupo político que não gostaria de disputar eleições contra mim por considerar-me adversário difícil de ser batido em 2020."



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