Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 22 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Dólar tem sexta alta consecutiva e vai a R$ 4,0614

Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


22/08/2018 | 18:51


O dólar teve nesta quarta-feira, 22, sua sexta alta consecutiva, avançando ainda mais no patamar dos R$ 4, num movimento mais uma vez atribuído ao desconforto do investidor com o cenário eleitoral. A moeda americana fechou com valorização de 0,49%, aos R$ 4,0614, maior valor desde 16 de fevereiro de 2016 (R$ 4,0707). Em seis pregões de alta, a divisa acumula ganho de 5,16%.

Na máxima do dia, registrada pela manhã, a cotação chegou aos R$ 4,0912 (+1,23%). No auge da pressão, pesava no mercado a repercussão da pesquisa Datafolha, que trouxe números fortes para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, mais uma vez, estagnação de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato de maior afinidade com o mercado financeiro. O potencial de transferência de Lula para o correligionário Fernando Haddad continuou a figurar como possibilidade incômoda ao desejo de um segundo turno com pelo menos um candidato da linha reformista.

À tarde, a cotação teve importante desaceleração, que coincidiu com a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O dólar se enfraqueceu ante outras moedas pelo mundo após o documento apontar que muitos dirigentes do Fed afirmaram que o forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi impulsionado por fatores transitórios. Essa e outras sinalizações foram interpretadas como indicativo de manutenção do gradualismo na condução da política monetária dos Estados Unidos, o que beneficiou moedas de países emergentes em geral.

O silêncio do Banco Central diante da chegada do dólar aos R$ 4 pode ter sido outro fator a contribuir para a redução da pressão compradora à tarde, segundo profissionais de câmbio ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Se na terça-feira diversos agentes financeiros apostavam nessa possibilidade, hoje ela já era menos comentada nas mesas de operação.

"Ao perceber que o Banco Central continuou apenas acompanhando o mercado, os investidores tiraram o pé do acelerador. Até porque é muito caro carregar posições compradas tendo como justificativa apenas pesquisas eleitorais preliminares", disse um gerente de câmbio.

Para Daniel Xavier, economista-chefe do DMI Group, também foi visível que uma parcela do mercado atuou nos últimos dias de forma a testar limites do Banco Central. Mas ele ressalva que, apesar da volatilidade que caracteriza os negócios no período pré-eleitoral, uma rápida reversão desse quadro não está descartada. "Considerando o início da propaganda na TV e em seguida as pesquisas eleitorais que captem o efeito delas, ainda leva mais algum tempo. Mas o mercado pode ter uma rápida reversão", disse o economista.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;