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Confissão de ex-advogado prova que Trump é 'criminoso', diz senador dos EUA



21/08/2018 | 22:25


O senador democrata Richard Blumenthal afirmou nesta terça-feira que, após a confissão de culpa feita por Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "não há outra leitura" senão a de que o republicano "é um cúmplice criminoso não indiciado".

Mais cedo, Cohen confessou à Justiça de Nova York ter cometido crimes como violação de leis de financiamento de campanha e afirmou ter agido "em coordenação e sob a direção de um candidato a um cargo oficial federal" na corrida eleitoral de 2016, mas não citou o nome do presidente americano em seu depoimento. Além disso, também nesta terça-feira, um júri federal considerou Paul Manafort, que foi diretor de campanha de Trump, culpado em oito acusações de fraude fiscal e bancária.

"A Casa Branca parece cada vez mais uma organização criminosa com (...) a inclusão do presidente como um cúmplice não nomeado, não indiciado no acordo de confissão de culpa de Cohen", acrescentou Blumenthal, que é membro do Comitê Judiciário do Senado dos EUA, em uma série de mensagens em sua conta no Twitter.

Aludindo aos frequentes deboches de Trump em relação à investigação sobre suposto conluio de sua campanha eleitoral com a Rússia, o democrata afirma que o caso "não é uma caça às bruxas nem um embuste". "O conselheiro especial (Robert Mueller) está verdadeiramente conseguindo resultados por meio de fatos reais e provas convincentes para um júri de americanos", argumentou Blumenthal, uma vez que a condenação sofrida hoje por Manafort deriva de achados da equipe de apuração de Mueller.

Em entrevista à CNN, o senador democrata comentou ainda a possibilidade de Trump conceder um perdão presidencial a seu ex-diretor de campanha - o presidente já disse publicamente ter o direito de fazê-lo.

"Ele tem o poder de conceder perdão a Manafort, mas ele gritaria ao mundo 'eu sou culpado'", opinou Blumenthal, completando: "Muito possivelmente (o perdão) seria obstrução de justiça, porque ele estaria fazendo mau uso desse poder para proteger a si mesmo como um alvo dessa investigação."



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