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Construção civil atinge melhor resultado do ano com 530 vagas

Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segmento reagiu em junho, impulsionado por retomada de obras residenciais e públicas


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

21/08/2018 | 07:19


O emprego formal na construção civil começa a dar sinais de recuperação no Grande ABC, com a abertura de 530 postos de trabalho em junho. O resultado é o melhor para o setor neste ano, impulsionado principalmente pela retomada de projetos antigos por parte das construtoras e aceleração das obras públicas de infraestrutura.

Os dados do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) mostram que, entre as sete cidades, a que apresentou melhor resultado foi São Caetano, com saldo (diferença entre admissões e demissões) de 331 vagas no mês e estoque (total de empregados formais do ramo) de 11.818 trabalhadores, o maior da região, que mantém 39.772 contratados pelo setor. Logo em seguida, aparece São Bernardo, que gerou 157 contratações no período e é a cidade com o melhor resultado para os seis primeiros meses do ano: 464 vagas.

“Algumas construtoras retomaram obras que já estavam em andamento, para não perder os prazos de aprovação. Isso tem acontecido com projetos de 2014, por exemplo, quando o mercado estava em crescimento e foi surpreendido pela forte crise. Normalmente as empresas levam média de dois anos até planejar, regularizar terreno, efetuar pagamento, obter licenças ambientais e registros em cartórios, ou seja, até o lançamento já se tem um processo demorado. Se a economia não está favorável, muitos lançamentos são represados e o prazo aumenta”, analisou a diretora regional do SindusCon-SP, Rosana Carnevalli. “Além disso, houve incremento nas obras públicas, que até por ser ano de eleição há maior incentivo pelo governo.”

Mesmo assim, ela pondera que ainda não há motivos para comemorar ou falar em recuperação efetiva do setor. Isso porque, mesmo com a reação dos resultados, o primeiro semestre ainda amarga saldo de fechamento de 225 vagas na região, rescaldo da crise, já que o segmento costuma ser o último a se recuperar.

Segundo o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras de Condomínios do Grande ABC), Marcos Vinícius Santaguita, o mercado está se recuperando lentamente, mas só deve estar mais consistente a partir do segundo semestre do ano que vem. “Este ano ainda é período de maturação, até porque existe a expectativa das eleições. Apesar disso, a confiança do consumidor está melhorando porque temos ambiente econômico favorável, com a taxa de juros baixa e inflação sob controle”, avaliou. “É preciso ponderar, porém, que perdemos mais de 3.000 vagas por ano nos últimos anos (estoque era de 47.317 postos em 2014), isso porque este é setor que gera emprego rápido.”

Para Rosana, 2018 ainda será incerto e só em 2020 deverá haver crescimento de fato. “Até lá, vamos recuperar perdas”, disse.
 



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Construção civil atinge melhor resultado do ano com 530 vagas

Segmento reagiu em junho, impulsionado por retomada de obras residenciais e públicas

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

21/08/2018 | 07:19


O emprego formal na construção civil começa a dar sinais de recuperação no Grande ABC, com a abertura de 530 postos de trabalho em junho. O resultado é o melhor para o setor neste ano, impulsionado principalmente pela retomada de projetos antigos por parte das construtoras e aceleração das obras públicas de infraestrutura.

Os dados do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) mostram que, entre as sete cidades, a que apresentou melhor resultado foi São Caetano, com saldo (diferença entre admissões e demissões) de 331 vagas no mês e estoque (total de empregados formais do ramo) de 11.818 trabalhadores, o maior da região, que mantém 39.772 contratados pelo setor. Logo em seguida, aparece São Bernardo, que gerou 157 contratações no período e é a cidade com o melhor resultado para os seis primeiros meses do ano: 464 vagas.

“Algumas construtoras retomaram obras que já estavam em andamento, para não perder os prazos de aprovação. Isso tem acontecido com projetos de 2014, por exemplo, quando o mercado estava em crescimento e foi surpreendido pela forte crise. Normalmente as empresas levam média de dois anos até planejar, regularizar terreno, efetuar pagamento, obter licenças ambientais e registros em cartórios, ou seja, até o lançamento já se tem um processo demorado. Se a economia não está favorável, muitos lançamentos são represados e o prazo aumenta”, analisou a diretora regional do SindusCon-SP, Rosana Carnevalli. “Além disso, houve incremento nas obras públicas, que até por ser ano de eleição há maior incentivo pelo governo.”

Mesmo assim, ela pondera que ainda não há motivos para comemorar ou falar em recuperação efetiva do setor. Isso porque, mesmo com a reação dos resultados, o primeiro semestre ainda amarga saldo de fechamento de 225 vagas na região, rescaldo da crise, já que o segmento costuma ser o último a se recuperar.

Segundo o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras de Condomínios do Grande ABC), Marcos Vinícius Santaguita, o mercado está se recuperando lentamente, mas só deve estar mais consistente a partir do segundo semestre do ano que vem. “Este ano ainda é período de maturação, até porque existe a expectativa das eleições. Apesar disso, a confiança do consumidor está melhorando porque temos ambiente econômico favorável, com a taxa de juros baixa e inflação sob controle”, avaliou. “É preciso ponderar, porém, que perdemos mais de 3.000 vagas por ano nos últimos anos (estoque era de 47.317 postos em 2014), isso porque este é setor que gera emprego rápido.”

Para Rosana, 2018 ainda será incerto e só em 2020 deverá haver crescimento de fato. “Até lá, vamos recuperar perdas”, disse.
 

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