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Santo André remove 22 árvores do Paço

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Administração municipal alega que espécimes apresentavam lesões no tronco e risco de queda


Aline Melo

20/08/2018 | 07:35


Quem circula pelo Paço Municipal de Santo André se assustou com a mudança na paisagem nos últimos dias. A Prefeitura retirou dos canteiros centrais 22 árvores, da espécie sibipiruna. A administração explicou que as espécimes eram originárias de transplantes efetuados há mais de 15 anos e, por isso, apresentavam lesões no tronco, com risco de queda.

O repórter fotográfico Eduardo Guimarães, 39 anos, foi quem alertou a equipe do Diário sobre a mudança. “A cidade já tem poucas árvores nas ruas porque todo mundo prefere um metro a mais de cimento na calçada do que preservar a vegetação. Não sei qual era o estado de saúde das árvores, mas é inegável que o estacionamento ficava muito mais bonito e agradável com elas”, lamentou.

Segundo a administração, os exemplares não conseguiram desenvolver copa uniforme, tendo brotações irregulares e muitas lesões no tronco, além de desenvolvimento insatisfatório. “Tratavam-se de 22 sibipirunas com diâmetro de 25 a 30 centímetros e com porte de cinco a sete metros de altura. Eram distribuídas da seguinte forma: seis árvores no primeiro canteiro, nove no segundo, quatro no terceiro e três no quarto”, informou a Prefeitura, em nota.

“Cabe ressaltar que uma sibipiruna saudável pode atingir até 28 metros de altura e possui uma copa com cerca de seis metros de diâmetro, arredondada e muito vistosa, o que não ocorreu com as árvores em questão. Diante da visível necessidade de manejo e intervenção, realizamos vistorias técnicas nas árvores”, completou o comunicado.

“As remoções possuem o caráter exclusivamente emergencial e sem objetivo paisagístico. Os canteiros serão revitalizados e as orlas receberão o plantio de novas mudas, cujo desenvolvimento será acompanhado, a fim de que se tornem árvores capazes de prover serviços ambientais (sombra, abrigo para a fauna, controle da poluição sonora, visual e de partículas, redução do escoamento superficial da água de chuva, entre outros) e proporcionem segurança aos usuários”, prometeu a Prefeitura. As espécimes removidas foram transformadas em insumos.

O botânico e professor de Ecologia da UFABC (Universidade Federal do ABC), Marcio Werneck, avaliou que se as árvores estavam nas condições descritas pela Prefeitura, a remoção foi a medida mais adequada. “As lesões nos troncos são os principais problemas. São espécimes que poderiam apresentar quebra nos galhos, ou mesmo no tronco, ferindo alguma pessoa ou danificando um automóvel por exemplo”, declarou. “Santo André é uma cidade onde venta bastante e, especialmente na época de chuvas, acidentes como esse poderiam ser registrados”, completou. 



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Santo André remove 22 árvores do Paço

Administração municipal alega que espécimes apresentavam lesões no tronco e risco de queda

Aline Melo

20/08/2018 | 07:35


Quem circula pelo Paço Municipal de Santo André se assustou com a mudança na paisagem nos últimos dias. A Prefeitura retirou dos canteiros centrais 22 árvores, da espécie sibipiruna. A administração explicou que as espécimes eram originárias de transplantes efetuados há mais de 15 anos e, por isso, apresentavam lesões no tronco, com risco de queda.

O repórter fotográfico Eduardo Guimarães, 39 anos, foi quem alertou a equipe do Diário sobre a mudança. “A cidade já tem poucas árvores nas ruas porque todo mundo prefere um metro a mais de cimento na calçada do que preservar a vegetação. Não sei qual era o estado de saúde das árvores, mas é inegável que o estacionamento ficava muito mais bonito e agradável com elas”, lamentou.

Segundo a administração, os exemplares não conseguiram desenvolver copa uniforme, tendo brotações irregulares e muitas lesões no tronco, além de desenvolvimento insatisfatório. “Tratavam-se de 22 sibipirunas com diâmetro de 25 a 30 centímetros e com porte de cinco a sete metros de altura. Eram distribuídas da seguinte forma: seis árvores no primeiro canteiro, nove no segundo, quatro no terceiro e três no quarto”, informou a Prefeitura, em nota.

“Cabe ressaltar que uma sibipiruna saudável pode atingir até 28 metros de altura e possui uma copa com cerca de seis metros de diâmetro, arredondada e muito vistosa, o que não ocorreu com as árvores em questão. Diante da visível necessidade de manejo e intervenção, realizamos vistorias técnicas nas árvores”, completou o comunicado.

“As remoções possuem o caráter exclusivamente emergencial e sem objetivo paisagístico. Os canteiros serão revitalizados e as orlas receberão o plantio de novas mudas, cujo desenvolvimento será acompanhado, a fim de que se tornem árvores capazes de prover serviços ambientais (sombra, abrigo para a fauna, controle da poluição sonora, visual e de partículas, redução do escoamento superficial da água de chuva, entre outros) e proporcionem segurança aos usuários”, prometeu a Prefeitura. As espécimes removidas foram transformadas em insumos.

O botânico e professor de Ecologia da UFABC (Universidade Federal do ABC), Marcio Werneck, avaliou que se as árvores estavam nas condições descritas pela Prefeitura, a remoção foi a medida mais adequada. “As lesões nos troncos são os principais problemas. São espécimes que poderiam apresentar quebra nos galhos, ou mesmo no tronco, ferindo alguma pessoa ou danificando um automóvel por exemplo”, declarou. “Santo André é uma cidade onde venta bastante e, especialmente na época de chuvas, acidentes como esse poderiam ser registrados”, completou. 

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