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Crianças com deficiência ficam sem aulas na piscina

Nanasa suspende aulas de natação adaptada devido à necessidade de manutenção local


Juliana Stern
Especial para o Diário

18/08/2018 | 07:00


Crianças com deficiência que participam das atividades do Nanasa (Núcleo de Natação Adaptada), em Santo André, não retornaram às atividades depois das férias de julho. Desde o começo do mês, os alunos já perderam seis aulas devido a problemas no motor e aquecedor da piscina.

Segundo mães de alunos, o cancelamento das atividades só são avisado com algumas horas de antecedência ou no dia anterior da atividade, quebrando a expectativa dos pequenos que precisam da terapia. Camila Gagliardi Pedrassa, 41 anos, conta que seu filho, Giovanni, 7 , que sofre de paralisia cerebral sente a ausência das aulas. “Ele tinha muito problema respiratório e as atividades na piscina tinham melhorado isso. Agora, as tosses e falta de ar estão voltando.”

Já a pequena Fernanda, 6, diagnosticada com autismo, se chateia com os dias que fica em casa ao invés de ir para a piscina. “Autistas precisam de rotina. Com essa quebra, ela fica agitada, porque era uma atividade que ela adorava”, conta a mãe da menina, Alessandra Patrícia Coutinho Murray, 43.

As aulas não acontecem pela falta de manutenção em algumas peças da piscina. A bomba do motor pifou no fim de julho e, recentemente, o aquecedor deixou de funcionar. Funcionária do Nanasa informou os pais que o técnico de manutenção foi chamado, mas não apareceu. “Espero que isso seja arrumado logo. Estou com vergonha de falar que não tem mais aula”, comentou a funcionária do núcleo. 

A Prefeitura informou que as atividades devem retornar na próxima semana.

SEGURANÇA

O para-ráios do prédio onde funciona o Nanasa, assim como fios de eletricidade foram roubados, ocasionando também o cancelamento das aulas , principalmente em períodos chuvosos em que são comuns ráios e picos de energia. De acordo com Camila, o lugar continua sem o para-ráio. “As chuvas voltam depois do inverno e aí vamos ficar sem aulas de novo?”, questiona. 

O Nanasa atende 148 alunos com deficiência, que participam das aulas por apenas dois anos.



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