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Casamentos sem amor e acordos de Estado



16/08/2018 | 07:00


Autora do romance em que se baseou Benoît Jacquot para fazer Adeus, Minha Rainha, Chantal Thomas fornece agora o material para Troca de Rainhas, de outro francês, Marc Dugain, nascido no Senegal. O filme passou no Festival Varilux. É ótimo. Aluna de Roland Barthes, Chantal trabalha com seriedade. Adeus mostra a derrocada de Maria Antonieta pela lente de uma aia. Troca de Rainhas aborda os casamentos arranjados da realeza europeia.

Para fortalecer os laços entre França e Espanha e impedir novas guerras, o regente francês, Filipe de Orleans, propõe um duplo casamento. Luís XV, de apenas 11 anos, se casará com a infanta espanhola, de 4, e a filha do próprio Felipe, de 12, se casará com o herdeiro do trono de Espanha, de 16. O garoto espanhol enamora-se da noiva prometida. Ela o rejeita. Luís XV também é mal influenciado por amigos gays que desconsideram a menina espanhola.

Talvez por ter vindo das colônias, Dugain tem um olhar duro para a falsidade da corte. Discute a função dessas uniões arranjadas - produzir herdeiros. Há urgência de ambos os lados, e impossibilidades idem. São crianças! O filme aborda o assassinato da infância e a supressão dos sentimentos em negócios de Estado. Quando o herdeiro espanhol pede tempo para tentar conquistar a garota por quem se apaixonou, pai e mãe surpreendem-se - "Mas o amor nunca entrou nessa negociação."

Suntuosamente filmada e iluminada, a produção enche os olhos e se beneficia de participações ilustres.

Olivier Gourmet, dos filmes dos irmãos Dardenne, faz o regente francês e Lambert Wilson, o atormentado rei espanhol, que carrega a culpa pelas guerras - e mortes - que provocou. Mustii, o herdeiro espanhol, é um fenômeno da música belga. No final, Troca de Rainhas conta uma trágica história de amores impossíveis. E tem, gloriosa no papel da impotente babá do rei francês a Thérèse de Alain Cavalier - Catherine Mouchet, que também faz agora, 40 anos depois, a imperatriz virgem no início do novo Cacá Diegues, que abre Gramado, O Grande Circo Místico.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Casamentos sem amor e acordos de Estado


16/08/2018 | 07:00


Autora do romance em que se baseou Benoît Jacquot para fazer Adeus, Minha Rainha, Chantal Thomas fornece agora o material para Troca de Rainhas, de outro francês, Marc Dugain, nascido no Senegal. O filme passou no Festival Varilux. É ótimo. Aluna de Roland Barthes, Chantal trabalha com seriedade. Adeus mostra a derrocada de Maria Antonieta pela lente de uma aia. Troca de Rainhas aborda os casamentos arranjados da realeza europeia.

Para fortalecer os laços entre França e Espanha e impedir novas guerras, o regente francês, Filipe de Orleans, propõe um duplo casamento. Luís XV, de apenas 11 anos, se casará com a infanta espanhola, de 4, e a filha do próprio Felipe, de 12, se casará com o herdeiro do trono de Espanha, de 16. O garoto espanhol enamora-se da noiva prometida. Ela o rejeita. Luís XV também é mal influenciado por amigos gays que desconsideram a menina espanhola.

Talvez por ter vindo das colônias, Dugain tem um olhar duro para a falsidade da corte. Discute a função dessas uniões arranjadas - produzir herdeiros. Há urgência de ambos os lados, e impossibilidades idem. São crianças! O filme aborda o assassinato da infância e a supressão dos sentimentos em negócios de Estado. Quando o herdeiro espanhol pede tempo para tentar conquistar a garota por quem se apaixonou, pai e mãe surpreendem-se - "Mas o amor nunca entrou nessa negociação."

Suntuosamente filmada e iluminada, a produção enche os olhos e se beneficia de participações ilustres.

Olivier Gourmet, dos filmes dos irmãos Dardenne, faz o regente francês e Lambert Wilson, o atormentado rei espanhol, que carrega a culpa pelas guerras - e mortes - que provocou. Mustii, o herdeiro espanhol, é um fenômeno da música belga. No final, Troca de Rainhas conta uma trágica história de amores impossíveis. E tem, gloriosa no papel da impotente babá do rei francês a Thérèse de Alain Cavalier - Catherine Mouchet, que também faz agora, 40 anos depois, a imperatriz virgem no início do novo Cacá Diegues, que abre Gramado, O Grande Circo Místico.

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