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Menor tensão com Turquia favorece correção e dólar cai 0,68%

Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


14/08/2018 | 18:19


Depois de ter subido mais de 3% em três sessões consecutivas de alta, o dólar encontrou espaço para uma correção e fechou em baixa de 0,68% ante o real, cotado a R$ 3,8620 no mercado à vista. Os negócios no "spot" foram reduzidos e somaram US$ 626,1 milhões. O gatilho para as ordens de venda veio do exterior, onde a terça-feira foi de recuperação da lira turca e outras moedas emergentes, em meio a esperanças de um arrefecimento da crise na Turquia. A cautela, no entanto, deve limitar uma correção mais forte, uma vez que o noticiário eleitoral tende a se intensificar novamente até o final da semana.

A sessão de negócios foi marcada por alternância de sinais, resultante do clima ainda de incerteza e prudência. Entre a máxima e a mínima do dia, o dólar à vista oscilou de R$ 3,9034 (+0,38%) a R$ 3,8592 (-0,75%).

O clima em relação à crise da Turquia ficou menos tenso depois que grupos empresariais influentes do país pediram ao governo que implemente uma política monetária mais rígida para ajudar a superar a crise cambial, além de um roteiro para reduzir a inflação. Também foram notícia os esforços diplomáticos para resolver as disputas com os Estados Unidos e melhorar as relações com a União Europeia (UE), o principal parceiro comercial da Turquia.

"Apesar da maior tranquilidade hoje, o cenário continua conturbado e não há como fazer um prognóstico. O mercado vai continuar a operar em ''stand by'', aguardando o desenrolar da crise externa e do cenário eleitoral brasileiro, que também não nos permite avançar", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

A trégua na crise turca não foi unanimidade nos mercados. O euro se desvalorizou em relação ao dólar, ainda em reação às preocupações com a exposição de bancos europeus à Turquia e com a questão orçamentária da Itália no radar. Com o forte recuo do euro, o índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante uma cesta de seis divisas fortes, operava no final da tarde em alta de 0,30%, para 96,684 pontos, após ter batido mais cedo a máxima a 96,794 pontos, o maior nível desde junho de 2017.



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