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A comerciantes, candidatos divergem sobre soluções para reforma da Previdência



14/08/2018 | 15:58


Diante de uma plateia formada por empresários do setor de comércio, candidatos à Presidência apresentaram diferentes propostas, nesta terça-feira, 14, de resolução para o problema da Previdência no País. Em evento promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), em Brasília, Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB) divergiram sobre os caminhos de resolver o problema das aposentadorias.

Primeiro a falar na sabatina, Alvaro Dias propôs criar um sistema de capitalização para a Previdência, com contas individuais que receberão "democraticamente" recursos advindos de privatizações de estatais.

Já Ciro Gomes defendeu convocar um plebiscito caso Palácio do Planalto e Congresso não encontrem um consenso em até seis meses. Em sua argumentação, o pedetista explicou que dificilmente os parlamentares votariam em uma proposta de reforma previdenciária que retire privilégios do Judiciário, por exemplo.

"A Reforma da Previdência de que precisamos vai ter que ferir privilégios, principalmente os do Judiciário, que estão mandando e desmandando. No caso da Previdência, vou defender, sim (um plebiscito), se permanecer o impasse nos seis primeiros meses de governo. Temos que saber que o deputado não vota contra juiz nem aqui nem na Dinamarca", justificou Ciro.

Meirelles foi o que menos inovou na solução. Considerado o candidato do governo Michel Temer, o ex-ministro da Fazenda disse apenas que a reforma da Previdência será sua prioridade nos 100 primeiros dias de governo.

O emedebista acrescentou, porém, que a base de sua administração nos três primeiros meses serão 15 projetos já apresentados ao Congresso Nacional por ele enquanto ministro da Fazenda do governo, que têm o objetivo de simplificar a vida das empresas e dos contribuintes.

Ciro também se arriscou a falar sobre a situação das empresas no Brasil. Ele prometeu criar um "manual" que simplifique a documentação necessária para a abertura de empresas no País. "Todos os documentos federais vão ser substituídos por um manual e um documento só. Os empreendedores ficarão cientes dos regramentos sob as penas da lei. A minoria que transgredisse seria punida de forma exemplar", disse.

Além de Alvaro Dias, Ciro Gomes e Henrique Meirelles, devem marcar presença no evento o vice na chapa do PT, Fernando Haddad, e o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. A candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, não compareceu por um conflito de agenda, mesmo motivo do candidato do Partido Novo, João Amoêdo. Jair Bolsonaro (PSL) não respondeu ao convite da UNECS.



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