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O ‘zumbi’ da Rua Espírito Santo


Do Diário do Grande ABC

14/08/2018 | 12:19


Artigo

Completa neste mês o oitavo ano do fechamento do HSC (Hospital São Caetano), ícone da Saúde das últimas décadas do século passado no Grande ABC. Mais de 8.000 vidas que contavam com cerca de 150 leitos e um atendimento médico de bom padrão, viram-se subitamente desamparadas. O imbróglio jurídico que se tornou a massa falida de 7.000 m² de construção em terreno de quase 10 mil m² nunca se desfez ao longo desse tempo, mantendo em um dos pontos mais valorizados da cidade um prédio que tristemente se deteriora aos olhos saudosistas da população.

O arrendamento da Prefeitura, que ocupa o térreo, o primeiro andar e o velório com a capela, mantém as aparências e serve, atualmente, como pronto-socorro provisório durante a reforma do Albert Sabin. Tombado pelo Conselho Municipal de Patrimônio, o conjunto resistiu aos leilões judiciais devido à obrigatoriedade de servir apenas como equipamento de Saúde.

Estamos na terceira gestão municipal após o fechamento, sem ter uma solução que venha beneficiar àqueles que não podem mais (ou nunca puderam) pagar a exorbitância de um plano de saúde. A atual gestão acenou nestes dias, pela mídia, com a compra do espólio. Esperamos que esta intenção se concretize, realmente, para além do momento político.

A inauguração do Hospital São Luiz, no bairro Cerâmica, com cerca de 300 leitos, contemplou a cidade com um equipamento de alto padrão de hotelaria, moderna concepção funcional e alta resolutividade, que há muito se fazia necessário no município. Entretanto, para os usuários do SUS (Sistema Único da Saúde), continuamos carentes de vagas para casos de maior complexidade, nó górdio para toda gestão pública em Saúde devido ao alto custo.

De qualquer forma, e antes que seja muito tarde, urge a recuperação física do HSC mesmo que para atendimentos menos especializados e onerosos, devolvendo aos munícipes de maior vulnerabilidade social o conforto de ser tratado em sua própria cidade.

Sei das dificuldades de se desenrolar este novelo embaraçado, de exumar o cadáver do HSC, pois várias vezes abordei este assunto e participei das tentativas ocorridas durante meu mandato de vereador, até por gratidão e respeito aos 36 anos em que atuei no seu corpo clínico. Talvez um final feliz desta novela extrapole a competência da administração municipal e requeira ações junto ao Estado e à União.

Inadmissível aqui é a inércia e o descaso, fazendo com que seja bem-vinda toda iniciativa que viabilize a sustentabilidade de mais um equipamento público. O destino do HSC precisa ser decidido em uma audiência pública, após a posse do prédio.

Na circunstância atual, o ‘zumbi da Rua Espírito Santo’, excetuando o segmento ativo, serve apenas para denegrir um passado de excelência em Saúde e julgar negativamente a capacidade dos nossos gestores.

José Roberto E. Xavier é médico.

Palavra do leitor

Deputados
Gostaria de perguntar para os deputados federais eleitos Alex Manente (PPS) e Vicentinho (PT), para os estaduais Luiz Turco, Ana do Carmo, Luiz Fernando Teixeira e Teonílio Barba (todos do PT), qual o principal legado que deixam para o Grande ABC do atual mandato? Qual foi a emenda enviada para o Grande ABC que de fato o representa e assim o credencia para, mais uma vez, conquistar os votos dos eleitores da nossa região? E por fim, fazendo um exame de consciência, embora possa parecer bem difícil, se os ilustres candidatos merecem mais uma oportunidade de nos representar, em São Paulo e em Brasília, e o que têm de novo para a reeleição?
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Parque Central
Minhas caminhadas pelo Parque Central sempre me reservaram surpresas agradáveis, seja pelo canto melodioso de um sabiá, seja pela aparição de novos moradores em seus lagos. E hoje (ontem) não foi diferente! Em um País onde o patrimônio público é sistematicamente vandalizado pela população mais ignorante, assistir alguém recolhendo copos, papéis, latas de cerveja e todo tipo de lixo que encontrava pelo caminho para depois descartá-los na lixeira mais próxima, além de repor as amarras das jovens mudas de árvores que por ventura estivessem separadas de suas escoras, é algo inusitado e animador. Não quero aqui acusar de negligência a manutenção do espaço que reputo de boa qualidade, mas enaltecer a atitude de uma pessoa que me fez lembrar uma frase do teólogo e filósofo alemão Albert Schweitzer que diz: “O exemplo não é a melhor forma de educar, é a única.” Parabéns anônimo cidadão, são atitudes como essa que nos dão a certeza de que ainda existe esperança para a humanidade.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Orçamento Participativo
De uns tempos para cá, assuntos de interesse social deram origem ao Orçamento Participativo. Inspirado no espírito moderno da democracia, faz um balanço das necessidades mais urgentes do município, num curto espaço de tempo, traçando novas conquistas. A pesquisa de campo rende frutos. Esse mesmo planejamento ganha corpo e forma através de um trabalho feito por várias mãos. A sociedade civil, por sua vez, pode e deve acompanhar o Orçamento Público Municipal. O cidadão é tido como personagem importante na consecução das atividades voltadas ao bem comum. O Orçamento Participativo, em linhas gerais, identifica as principais demandas da comunidade, como ruas sem pavimentação, esgoto a céu aberto, falta de infraestrutura nos bairros, áreas de risco, pequeno número de leitos nos hospitais e outros. A cidade é vista de perto através do manifesto popular. Por isso, obedece trâmite de movimentação onde tudo precisa estar detalhado em uma espécie de mapa da realidade.Tem como vetor de atuação o corte de gastos desnecessários, sem prejuízos materias que possam ser refletidos em projetos e/ou obras públicas.
Thiago Valeriano Braga
Guarulhos

Sem coerência
É para deixar indignados os 13,2 milhões de desempregados no País a decisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que na quarta-feira passada resolveram legislar em causa própria, aprovando reajuste para seus 11 ministros de nada menos que 16,38% nos próprios salários. Fazendo com que os ganhos passem de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil. Como a remuneração dos ministros da Corte Suprema serve de balizador de gasto público País afora, como contracheque de magistrados, deputados e senadores, em efeito cascata a majoração atingiria, se aprovado o aumento na Câmara e Senado, os cofres das prefeituras de todo o País. A herança maldita para o próximo presidente chega a R$ 42 bilhões. O fato é que o exemplo vem de cima e, como as contas públicas estão longe de estarem confortáveis em decorrência da queda de arrecadação, esse exemplo do STF é uma bofetada na cara da sociedade, que tenta sobreviver a uma das crises mais duradoura da história. Ninguém merece ter uma Corte Suprema como essa, que a cada dia nos decepciona em todos os sentidos e não só por aumentar seus próprios salários, além de outras mordomias que tem direito, como em decisões polêmicas de soltura de corruptos e ladrões do dinheiro público.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Domésticas
Após três anos de promulgada a Lei das Domésticas, grande parte delas está na informalidade. Mais uma grande herança do governo Dilma.
Antonio Jose Gomes Marques
Rio de Janeiro (RJ) 



Comentários

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