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Bom Prato de Mauá segue no papel após quatro anos de discussões

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Secretaria do Desenvolvimento Social alega que local ainda não foi definido e que não há recursos previstos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/08/2018 | 07:00


 Após quatro anos de debates – que tiveram início com o ex-prefeito Donisete Braga (então no PT, hoje no Podemos), passando pelo prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB) –, a unidade do restaurante Bom Prato para Mauá segue no papel. O projeto, apresentado em 2014 para a Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social, esbarra na falta de área pública que atenda às especificações do programa onde o equipamento possa ser construído.

“Temos um processo caminhando. Tem que fazer um estudo de onde é o melhor lugar, quantas pessoas vai atender, para a gente não ter problemas, como ter um número pequeno de frequentadores porque não conseguem chegar”, justificou o gestor da Pasta, Gilberto Nascimento Jr, durante assinatura de contrato para a instalação da primeira unidade do equipamento em São Bernardo ontem (leia mais ao lado).

O secretário destacou que o mesmo levantamento foi executado em São Bernardo – cujo pedido foi feito em 2017 e o projeto de lei autorizando convênio entre Estado e Prefeitura aprovado em março deste ano – e que os trâmites foram mais ágeis devido à indicação pela administração municipal de um local que atendia todas as exigências. “São Bernardo acertou no alvo, colocou em um lugar onde as linhas de ônibus passam em frente (a unidade será ao lado do Poupatempo). Esse processo (de Mauá) está caminhando e, se Deus quiser, teremos notícias boas pela frente”, completou.

Apesar do tom otimista, Nascimento Jr. evitou estipular prazo para efetivação do projeto em Mauá. “Porque também é uma questão orçamentária. Como está em fase de levantamento e definição, sem o local, não podemos estimar valor para construir ou para reformar algum imóvel. É uma questão de responsabilidade fiscal e temos que colocar isso no próximo Orçamento”, concluiu. O Orçamento do Estado de São Paulo deve ser enviado para aprovação na Alesp (Assembleia Legislativa) até 30 de setembro.

 

HISTÓRICO

Mauá pleiteia, junto ao governo do Estado, unidade do Bom Prato desde abril de 2014. À época, a expectativa era a de que o equipamento fosse instalado até o segundo semestre daquele ano. Cinco sugestões de imóveis foram apresentadas para o governo estadual durante a gestão petista, mas nenhum foi aprovado pelo Estado. Os bairros cogitados para receber a unidade do programa foram Jardim Zaíra e Itapark.

A Prefeitura de Mauá não se posicionou sobre as negociações com o governo do Estado. A cidade conta com um restaurante popular, com almoços servidos a R$ 2, de segunda à sexta-feira, das 11h às 13h30, na Rua General Osório, 44, Centro.

O imóvel para abrigar um restaurante Bom Prato deve ser preferencialmente térreo e ter, no mínimo, 550 m² de área. A cidade que pleiteia participação no programa deve apresentar ao menos três opções. O programa Bom Prato existe desde 2000 e tem uma unidade no Grande ABC, em Santo André.

 

Equipamento é a realização de um sonho, frisa Morando

 

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) afirmou que a construção de uma unidade do restaurante Bom Prato na cidade “é a realização de um grande sonho”. “É um olhar benevolente para quem mais precisa. O terceiro setor tem feito um grande trabalho nessa área na cidade e a gestão do Crami (Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância) é um exemplo dessa parceria que temos mantido”, completou.

Morando citou a reportagem do Diário publicada ontem – que destaca a existência de 1.130 moradores de rua entre as sete cidades – para falar sobre o público que será beneficiado com o equipamento. “Tenho certeza de que temos hoje muitas pessoas que comem mal, são subalimentados. Li hoje (ontem) no jornal que a região tem mais de 1.000 moradores de rua e é uma população flutuante, tenho certeza que vão se beneficiar”, apontou.

O prefeito declarou, ainda, que foi gesto de preconceito das gestões passadas não trazer o programa para a cidade.

 

Unidade de S.Bernardo quer ser referência para o programa

 

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), assinou ontem o termo de colaboração para implantação do restaurante Bom Prato na cidade. A expectativa é a de que o equipamento abra as portas em novembro.

O Bom Prato de São Bernardo será instalado na Rua Nicolau Filizona, 100, no Centro, ao lado do Poupatempo. A unidade vai servir 1.800 refeições por dia, sendo 1.300 almoços ao preço de R$ 1 e 300 cafés da manhã por R$ 0,50. Crianças até 6 anos não pagam. O equipamento vai funcionar de segunda à sexta-feira, das 7h às 9h para o café e das 10h30 até o término das refeições diárias para o almoço.

Participaram do evento o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Gilberto Nascimento Jr., e o presidente do Crami (Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância), Evenson Robles Dotto. A instituição foi credenciada por meio de chamamento público para administrar o equipamento. A unidade de Santo André do Bom Prato também é gerida pela organização filantrópica. “Já fazemos os melhores carros do Brasil, vamos também servir as melhores refeições”, comentou o prefeito.

O investimento do governo do Estado será de R$ 2,2 milhões, sendo R$ 1 milhão para implantação e R$ 1,2 milhão para custeio ao longo dos próximos dez meses. A Prefeitura vai investir, como contrapartida, R$ 1,9 milhão, sendo R$ 1,6 milhão para implantação e R$ 315,5 mil para custeio. “O Crami foi a instituição que melhor pontuou durante o chamamento público e o que a Prefeitura e o Estado fazem é a transferência dos recursos, agora para implantação, depois para o custeio”, detalhou Morando. O convênio para custeio é renovado a cada ano.

“Quando cheguei na secretaria me assustei ao ver o tamanho de São Bernardo e constatar que não tinha um Bom Prato. Era um pedido do então deputado e agora prefeito Orlando Morando e a gente correu o máximo possível para que pudéssemos chegar todos juntos no dia de hoje. O programa está espalhado no Estado inteiro e é uma referência estadual, nacional e mundial de políticas públicas para segurança alimentar”, destacou o secretário. São 52 unidades no Estado.



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