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O livro didático na escola digital


Do Diário do Grande ABC

11/08/2018 | 11:26


Artigo

A escola básica vive o desafio cotidiano de responder às exigências da contemporaneidade, marcada por mudanças constantes, pela volatilidade da conjuntura, o uso de novas tecnologias e conexão a um mundo online. Não são poucos nem pequenos os desafios. Nesse contexto a discussão sobre o livro didático em sala de aula ganha relevância.

“Tudo ao mesmo tempo agora” dizia o título de um álbum dos Titãs dos anos 1990, que sintetizava a velocidade de reprodução das relações sociais. A instantaneidade e a hipervalorização do momento carregam a simbologia de uma sociedade em transformação vertiginosa. Para o bem e para o mal somos tomados pela sobreposição de imagens, cores e fatos em ritmo acelerado e numa intensidade assustadora.

Os estudantes sem perfil nas redes sociais são tidos como alienígenas. Selfies em profusão e a vida privada num clique se torna pública. Na escola o estudante se depara com uma lógica que viaja em outra temporalidade. Primeiro porque o processo de aprendizado não anda na velocidade do mundo das aparências, e, a leitura, a absorção e a compreensão dos fenômenos maturam bem mais devagar. O choque entre as duas temporalidades se evidencia na dificuldade em absorver novas tecnologias e, ao mesmo tempo, processar o conhecimento. Não há receita pronta de como fazê-lo.

O livro didático há muito tempo utilizado como essencial nos conteúdos em sala de aula, aos poucos, perde a capacidade de cumprir seu papel. Primeiro porque se distancia abissalmente do mundo online. O estudante quer saber da guerra na Síria, mas o livro chegou até Ruanda. Segundo, pela linguagem, distante da realidade dos alunos e, portanto, pouco atrativa ao seu interesse.

A falta de interdisciplinaridade e de temas transversais na lógica rígida das disciplinas, também se mostra pouco produtiva em um mundo interligado e conectado. Outra questão é a posição passional do estudante ante do conhecimento. O livro estrutura conteúdos que se mostram definitivos, não comportam questionamento e nem tampouco pesquisa. A produção do saber, a partir do acúmulo que os estudantes carregam, pouco espaço tem no livro didático.

A rigor o livro didático não é o começo nem o fim do problema. É parte de uma estrutura educacional presa aos moldes do passado que não se modificou substancialmente à revelia do que acontece no mundo fora dos muros da escola. A superação dessa contradição se dará pelos conflitos cotidianos gerados pela divergência de interesses e uma nova síntese será gerada. Que seja a de interesse da maioria do povo brasileiro.

Ricardo Alvarez é professor do Ensino Médio há 36 anos e leciona na Fundação Santo André.

Palavra do leitor

Taxa do lixo
A população de Rio Grande da Serra recebeu na quarta-feira o seu presente de Natal, antecipadamente enviado pela Prefeitura de nossa cidade. Foram enviados via Correios carnês de cobrança de recém-criada taxa de lixo, instituída de maneira sorrateira na calada da noite. Portanto, sem o conhecimento da população, e o que é pior, com o aval de todos os vereadores do nosso Legislativo, excetuando-se o vereador Benedito Araújo. Finalmente, esta taxa é no mínimo absurda, abusiva, injusta e antissocial. Com a palavra o Ministério Público. Não iremos aceitar este abuso.
Iris Moreira de Santana
Rio Grande da Serra

Lula
Um absurdo é o que está acontecendo em nosso País, quando um preso condenado se apresenta como candidato a presidente. É incabível tal situação, e espero de verdade que isso não passe pela Lei Eleitoral, pois se isso acontecer, a Justiça no Brasil estará deixando claro que o crime compensa. E mais, que exemplo nossos jovens e nossas crianças estarão tendo? Uma vergonha para o mundo. Acorda Brasil.
Rosangela Caris
Maua

Diário
Quero parabenizar o mais importante jornal de nossa região pelos 60 anos de existência e agradecer a Claudia Zeber e toda equipe de colaboradores pela receptividade, atenção e simpatia durante minha visita a todas as áreas e suas instalações, onde tive oportunidade de conhecer um pouco os colaboradores e o dia a dia de funcionamento de um jornal. Desde o surgimento da notícia ou fato até a chegada ao leitor, o trabalho é gigantesco. Claro que para que isto aconteça, notei que há um ambiente de trabalho agradável, equipe coesa, muita dedicação e profissionalismo dos colaboradores. Bem, com todos esses ingredientes, o resultado não poderia ser diferente e precisa ser bastante comemorado mesmo pois, convenhamos, não é para qualquer um alcançar marca tão significativa. E que este seja somente os primeiros 60 anos de uma longa existência desta instituição que é um orgulho para nossa cidade e região.
Mauri Fontes
Santo André

Lewandowski, me poupe
Usar o dinheiro restituído à Petrobras pela quadrilha que o surrupiou e que inclusive conta com complacência e leniência do STF (Supremo Tribunal Federal) para justificar o vergonhoso aumento do Judiciário, que abrirá uma imensa cratera no orçamento público através do efeito cascata é muita cara de pau e falta de sensibilidade com o povo que trabalha muito, ganha pouco e não muitas vezes nem moradia tem, quanto mais auxílio moradia. Ademais, dizer que esse dinheiro está sendo restituído aos cofres públicos é desconhecer que a Petrobras é uma S.A. de capital aberto e esse dinheiro pertence aos acionistas e não somente ao governo. Está na hora de pegar o boné e sair de fininho, suas desculpas não correspondem aos fatos.
Claudio Juchem
Capital

Resposta
Em relação ao questionamento publicado nesta seção na quinta-feira (dia 9), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que está finalizando o projeto, em conjunto com os municípios da região, de descentralização da entrega de medicamentos de alto custo no Grande ABC, hoje realizada na farmácia do Hospital Estadual Mário Covas. A Pasta se reuniu com representante do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em julho, e aguarda o envio de propostas e pareceres dos municípios para dar andamento à implantação das farmácias em locais estratégicos da região, incluindo o Poupatempo de São Bernardo.
Secretaria de Estado da Saúde

Aumento de salário
O STF (Supremo Tribunal Federal), sempre trabalhando em causa própria, aprovou aumento de salário dos magistrados e, por tabela, de toda cumpanheirada no famoso efeito cascata. Como se o Brasil fosse um País de primeiro mundo para todos. Pena que só é para os magistrados e funcionarios públicos, que podem se aposentar com salário integral e não precisam usar o SUS. É uma vergonha esse STF corporativista.
Marieta Barugo
Capital 



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