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A economia e a agricultura brasileira


Moisés Pais dos Santos
Caio Eduardo Cardoso*

11/08/2018 | 07:30


Desde os primórdios da humanidade, a agricultura tem sido importante setor que movimenta a economia global gerando renda, emprego e resultados fundamentais para o equilíbrio das contas públicas. Além disso, sabe-se que alimentação é essencial para atender as necessidades humanas. Quem não se alimenta adequadamente pode ter sérios problemas de saúde e comprometimento no desenvolvimento do corpo.

Com o passar dos anos, as atividades nas regiões rurais deixaram de ter caráter rústico e adotaram inovações que permitiram otimização e ganhos em produtividade. Segundo projeções das Nações Unidas, estima-se que a população mundial atingirá 9,6 bilhões de habitantes em 2050. Diante desse cenário, empresas e agentes econômicos desse setor estão cada vez mais engajados no processo de desenvolvimento e modernização dessas diversas atividades econômicas, com intuito de ofertar produtos com maior qualidade. Vale ressaltar que os recursos naturais são finitos e a tarefa de alimentar o planeta tem sido tema recorrente quando se fala em crescimento populacional.

Previsões feitas pelo economista britânico Thomas Robert Malthus são as mais pessimistas possíveis. Segundo esse estudioso, enquanto a produção de alimentos tenderia a crescer conforme as leis de uma progressão aritmética, a população cresceria de acordo as regras de uma progressão geométrica. Por causa desse comportamento diferenciado das variáveis, e diante da insuficiência na oferta de alimentos para atender à demanda mundial de alimentos, o planeta sofreria com o alastramento da fome. Até agora o caos não se concretizou, pois Malthus não contava com os ganhos de produtividade alcançados na agricultura devido à modernização do campo e das técnicas agrícolas.

O Brasil, diante das proporções continentais e estoque de riqueza em recursos naturais, destaca-se como uma das principais fontes de alimentos para o mundo. Atualmente, a agropecuária é um dos motores da economia brasileira, um dos setores que mais gera empregos no País. Segundo o Ministério do Trabalho, em 2017 a agricultura somou saldo positivo de 37 mil vagas, superando o setor serviços (36.945). No mesmo ano, no comércio foram abertas 40 mil vagas, enquanto na indústria e na construção civil houve fechamento de postos de trabalho.

Ainda em 2017, conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o agronegócio e a agricultura responderam por quase um quarto do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Segundo essa mesma instituição, ao longo de duas décadas (1997-2017) as exportações do agronegócio brasileiro somaram mais de US$ 1,2 trilhão, contribuindo com o saldo favorável na nossa balança comercial. Em 2018, até primeiro trimestre, o setor já respondia por aproximadamente 45% das exportações brasileiras.

As projeções também são favoráveis para o Brasil. Conforme o relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026 da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil deve superar os Estados Unidos na produção de soja na próxima década. Juntos, os países respondem por cerca de 80% das exportações mundiais. Estima-se crescimento anual de 2,6% da produção de soja no Brasil. Outros produtos de destaque cultivados no Brasil são café, cana-de-açúcar e milho.

Por mais que o Brasil tenha êxito nas atividades agropecuárias, ainda assim é necessário cada vez maior envolvimento das partes envolvidas para que permitam ao País permanecer competitivo dentro do mercado mundial. Nosso desafio será crescer de forma sustentável, fazendo com que o dinamismo do setor favoreça tanto a geração presente quanto as gerações futuras.
 

* Respectivamente, professor e ex-aluno de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo. 



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