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Um mito que completa 35 anos

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Escort, o primeiro carro mundial da Ford a ser lançado no País, foi ícone nos anos 1980 e 1990


Nilton Valentim

10/08/2018 | 07:00


O empresário Edson Hernandes, de Santo André, viveu intensamente a história do Escort no Brasil, desde 1983, quando foi lançado, a 2003, ano em que saiu de linha. Ele perdeu as contas de quantos exemplares possuiu. Dono de loja de automóveis, usava os hatch por um tempo e depois os colocava para a venda. Hoje, em sua garagem, tem um XR-3 ano 1993, cor azul Dallas, com apenas 30 mil quilômetros no velocímetro.

“O que eu gostava é que era um carro com o conforto da Ford, mas com a confiabilidade do motor Volkswagen”, destaca. Isso porque, à época, os carros eram produzidos pela Autolatina, empresa que unia as duas marcas.

O XR-3 que hoje pertence a Hernandes está impecável. E enumera todos os detalhes do veículo. Inclusive sabe que o carro passou por três proprietários, o segundo deles, por coincidência, era o gerente de banco que cuidava de sua conta corrente.

“Ano passado, um cliente entrou na minha loja com o carro, me entregou a chave e os documentos. Disse que me conheceu com um carro desses, deixou o Escort comigo para que eu pagasse o que o carro valia”, recorda.

Hernandes é um dos muitos apaixonados pelo Escort, carro que está completando 35 anos de lançamento no País. Além da carroceria inovadora de ‘dois volumes e meio’, com frente em cunha, faróis retangulares, janelas amplas e traseira curta, o carro se destacava pela agilidade e economia. E ficou famoso principalmente pela versão esportiva XR3, que oferecia a opção conversível.

Lançado no Brasil em 1983, o Escort foi o primeiro carro mundial da Ford e marcou o surgimento dessa tendência, que buscava o compartilhamento de projetos e componentes para reduzir custos. Durante os 20 anos em que foi produzido, ele trouxe seguidas inovações para o mercado.

Quando chegou ao Brasil, o Escort já estava na terceira geração na Europa, onde fez grande sucesso. Equipado com motor transversal, tração dianteira e suspensão independente nas quatro rodas, calibrada para mercado brasileiro, tinha tamanho compacto (3,97 m) e o menor coeficiente aerodinâmico do País (0,385 Cx).

Numa época em que ainda não havia motores flex, o Escort oferecia versões a álcool ou a gasolina dos modelos 1.3 e 1.6. O desempenho econômico, a direção leve, a ampla visibilidade, o baixo nível de ruído e o acabamento interno eram outros pontos elogiados do carro. A embreagem com ajuste automático de folga e a garantia de três anos contra corrosão eram outras novidades.

O Escort foi o primeiro carro brasileiro a oferecer simultaneamente a opção de duas ou quatro portas e tinha três versões de acabamento: básica, L e GL. A versão Ghia, de luxo, chegou depois com vidros e travas elétricos, vidros com efeito dourado, limpador de para-brisa ajustável e indicadores de desgaste do freio, nível de combustível, óleo e líquido de arrefecimento. Os bancos de veludo e o relógio azul no teto eram itens adicionais de requinte.

Atualmente, a Ford usa o nome Escort em um sedã médio produzido na China, que não tem nenhum parentesco com o antigo modelo. 



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