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Fernando de Noronha: visual incomparável

Antonio Melcop/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aniversariante de amanhã, ilha reserva diversas atrações ao visitante; mas prepare o bolso


Vinícius Castelli

09/08/2018 | 07:00


 Dizem as boas línguas que na Terra há alguns paraísos, daqueles capazes de renovar a alma de tão belos que são. Um deles, com águas claras e mornas, mar verde-esmeralda e belezas naturais praticamente intocadas, parece até ser pintura, ou sonho.

Mas é real, brasileiro e se chama Fernando de Noronha. O arquipélago, que pertence ao estado de Pernambuco, está em festa e completa 515 anos amanhã. Há uma programação para celebrar a ocasião (saiba mais em www.noronha.pe.gov.br).

Patrimônio Natural da Humanidade, o destino tem um pequeno aeroporto, de onde chegam aviões de Recife (Pernambuco) e Natal (Rio Grande do Norte). Os bilhetes, partindo de São Paulo, podem custar, na baixa temporada, a partir de R$ 2.000 (ida e volta). É possível encontrar pacotes com três diárias a partir de R$ 4.300 – isso mesmo!

Apesar do preço salgado, Fernando de Noronha oferece ao visitante diversas possibilidades. No total, são 16 praias e baías distribuídas entre o ‘mar de dentro’ – parte da ilha que é voltada para o Brasil – e o ‘mar de fora’ – voltada para a África.

A que dá vista para o continente conta com águas calmas quase o ano todo. Nela estão cartões postais como a Baía do Sancho, eleita por três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017) como a praia mais bonita do mundo pelo site de viagens TripAdvisor. É possível chegar lá de barco ou por escadaria cravada em fenda na rocha. No verão oferece ondas fortes e, no inverno, cachoeiras formadas pelas chuvas.

Esqueça do tempo ao chegar no mirante da Baía dos Golfinhos. É o local no mundo onde há maior chance de observar os da espécie rotadores em grandes grupos. É proibida a entrada na baía. Outro local que não deve ficar de fora do roteiro é a Baía dos Porcos, formada por pedras vulcânicas pretas que se tornaram piscinas para peixes coloridos.

Já a parte do ‘mar de fora’ é dona de águas agitadas que são acalmadas pelos arrecifes, com muitos esguichos e áreas repletas de peixes, como imensos aquários. Quase inacreditável. Destaque à Praia de Atalaia, considerada um dos melhores lugares do mundo para mergulho, e que conta com várias espécies marinhas. O acesso é restrito a 16 pessoas por grupo.

Reduto de espécies únicas no planeta, Fernando de Noronha conta com várias trilhas ecológicas pontuadas de relíquias históricas. As que estão dentro do Parque Nacional Marinho só podem ser feitas com condutores credenciados.

DORMIR, COMER E GASTAR
Fernando de Noronha oferece ao visitante toda estrutura necessária para desfrutar de experiência inesquecível. Para dormir, o turista encontrará sofisticadas pousadas. Há também as que funcionam em residências de moradores. De qualquer forma é necessário preparar o bolso. Para dormir, é possível encontrar diárias a partir de R$ 300. Na gastronomia o destaque fica por conta dos frutos do mar. Há bistrôs, pizzarias e bares para descontrair. Destaques são as moquecas e peixes na folha de bananeira. Os pratos, em média, custam R$ 60. Mais informações podem ser obtidas no site www.noronha.pe.gov.br.

Roteiro vai muito além da natureza
Uma vez em Fernando de Noronha, é praticamente impossível se cansar das praias e de suas diversas belezas. Mas caso haja vontade de explorar cenários além da natureza, o local oferece patrimônio histórico composto pelo conjunto arquitetônico da Vila dos Remédios, principal núcleo urbano da ilha.

Entre os locais a serem vistos está a Paróquia Nossa Senhora dos Remédios. Sua construção foi iniciada em 1737 e concluída em 1772. O local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1981. Vale apreciar também as ruínas e os pátios seculares da Vila dos Remédios, além do Palácio São Miguel, que é sede da administração de Fernando de Noronha.

Outro local importante é a Fortaleza Nossa Senhora dos Remédios. Fica sobre uma colina, entre o Porto de Santo Antônio e a Praia do Cachorro. A fortaleza, erguida pelos portugueses em 1737, foi construída sobre primitivo reduto holandês que data de 1629.

Fernando de Noronha abriga as ruínas do Forte Santo Antônio, cuja construção foi iniciada em 1737, com o intuito de defender a enseada de Santo Antônio. De seus arcos dá para avistar os morros do Pico, Dois Irmãos e Sela Gineta.

Há o Memorial Noronhense, com entrada grátis. O espaço remonta os cinco séculos da história do local. É possível ver painéis e fotos que fazem parte do resgate documental da ilha, além de achados arqueológicos.

Local é paraíso aos que desejam fazer experiência de mergulho
Fernando de Noronha oferece ao visitante importante parque marinho brasileiro. É considerado um dos melhores lugares para a prática de mergulho no planeta.

O turista que estiver disposto a vivenciar a aventura pode desfrutar de visibilidade de até 50 metros. E como há diversidade de pontos de mergulho, as empresas locais oferecem opções de passeios para todos os tipos de pessoas, inclusive mergulhadores iniciantes. Boa oportunidade para se ‘batizar’ e conhecer as belezas do fundo do mar.

Aos amadores, a Baía do Sueste é a mais protegida do arquipélago e conta com vários ambientes subaquáticos a uma profundidade de 5 metros. O visual, ilustrado por diversos corais e peixes coloridos, ficará gravado na memória, com certeza.

Vale lembrar que além da ilha maior, diversas outras, como a do Chapéu do Nordeste, Rata, dos Ovos e Rasa fazem parte do arquipélago.

TARTARUGAS
O Projeto Tamar conta com um centro de pesquisa e conservação na ilha. O turista pode conhecer o Museu a Céu Aberto da Tartaruga Marinha, que recebe cerca de 40 mil visitantes por ano. A entrada é gratuita (www.tamar.org.br). Criado em 1990, outro projeto que faz parte de Fernando de Noronha é do Golfinho-Rotador (www.golfinhorotador.org.br). Programe-se.

Noronha: quem vai não se esquece jamais
“Senhores passageiros, bem-vindos ao paraíso”. Foram estas as palavras do comandante da extinta companhia aérea Rio Sul quando a pequena aeronave pousou no Aeroporto de Fernando de Noronha, em 2002. Nela estava o escritor e músico de São Bernardo Marcelo Viegas, 43 anos.

“Veja só, lá se vão 16 anos, e ainda me lembro desse detalhe. Noronha é, sem dúvida, uma experiência inesquecível. Sempre digo que deveria existir uma ‘Cota Noronha’, espécie de voucher para que todos os brasileiros pudessem conhecer a ilha”, diz ao Diário. Sonhar não custa nada.

Para ele, afirmar que Noronha é o lugar mais bonito que já viu na vida é “chover no molhado”. E, segundo o são-bernardense, é justamente no molhado que o turista vai encontrar os maiores encantos do local. “A grande experiência em Noronha é vivenciada dentro da água. Por mais exuberantes que possam ser as paisagens do lugar, nada chega aos pés daquilo que a gente presencia com máscara e snorkel”, afirma.

De suas lembranças memoráveis, fica com uma na Praia do Leão. Por sorte, estava deserta no dia em que visitou. “Apenas eu e minha companheira desfrutamos daquele cenário surreal. No mergulho, alguns metros abaixo de nós, um tubarão ficou alguns bons minutos por ali, ignorando aquela presença estranha e desajeitada acima dele. Uma imagem que jamais vou esquecer”, finaliza.

O empresário andreense Rafael Merluzzi, 30, esteve em Noronha por três dias em 2009. “Na época tudo era novidade para mim, até viajar de avião”, diz. Pouco antes de pousar, Merluzzi já se encantou. “Quando estava para chegar lá, o avião sobrevoou a ilha umas duas vezes para nos mostrar o que tinha”, recorda. “Quando cheguei estava dia de sol apropriado para praia. O lugar é lindo demais. Águas cristalinas, muitos corais, peixes e raias nadando junto com você. Quero voltar o quanto antes”, finaliza.

DICAS
TRILHAS
As localizadas na área do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha só podem ser feitas com autorização do ICMBio e acompanhamento de condutores credenciados. Já as trilhas que ficam dentro da Área de Preservação Ambiental são de acesso livre, mas é muito importante utilizar sempre os serviços dos guias oficiais.

DINHEIRO
>É bom levar dinheiro. Mas há agências bancárias do Bradesco e Santander, além de caixas 24 horas em pontos estratégicos;
Boa parte dos estabelecimentos aceita cartão de débito.

TAXA
>Cada visitante deverá pagar taxa de preservação ambiental. O valor cobrado por dia (e por pessoa) é de R$ 70,66. Há desconto, dependendo do tempo da visita. É possível agilizar o processo pelo site www.noronha.pe.gov.br.

BARRACAS
>É proibido acampar lá. Há várias opções de pousadas.

SAÚDE
>A ilha conta com hospital.

4 NOS PASSEIOS DE BARCO<EM>
>Não alimente as aves ou peixes;
>Proteja-se do vento e mantenha o lixo nas lixeiras;
>Avalie sua condição física e emocional antes de entrar na água;
>Use o colete flutuador se não for um mergulhador experiente;
>Mantenha contato visual constante com o seu barco e fique atento ao trânsito de outras embarcações;
>Não salte do barco parado ou em movimento.



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