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Preso segundo suspeito da morte de PM

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Homem flagrado por câmeras estacionando a moto da policial foi reconhecido por testemunhas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

09/08/2018 | 07:00


 A SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo divulgou ontem que foi preso um segundo suspeito de envolvimento na morte da PM (Policial Militar) Juliane dos Santos Duarte, 27 anos. Felipe Oliveira da Silva, conhecido como Silvinho, foi reconhecido por testemunhas como o homem que aparece em imagens de uma câmera de segurança estacionando a motocicleta da policial e também como um dos quatro homens que a sequestraram de dentro do bar na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, no dia 1º de agosto.

Juliane, que morava em São Bernardo, foi sequestrada na semana passada e seu corpo foi encontrado na segunda-feira, dentro do porta-malas de um veículo estacionado a oito quilômetros do local onde a PM foi vista com vida pela última vez. Segundo o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, a oficial foi morta a tiros cerca de 24 horas antes da localização do corpo, provavelmente no mesmo local onde seu corpo foi encontrado.

Os ferimentos localizados em seu corpo coincidem com o mesmo calibre da arma da oficial, uma pistola 0.40, que até o momento não foi localizada. Um projétil do mesmo calibre foi encontrado no porta-malas do carro. A polícia informou que o bar onde a PM estava e teria sido baleada foi lavado antes da chegada da perícia.

Silvinho se apresentou na terça-feira ao 89º DP (Distrito Policial) e foi reconhecido pelas testemunhas que acompanhavam Juliane no bar. O acusado nega envolvimento na morte da policial, mas admite que foi ele quem conduziu a moto. O outro preso, detido na segunda-feira, foi identificado como Everaldo da Silva Felix, o Sem Fronteira, e de acordo com informações da polícia, o homem foi preso na comunidade e tentou fugir ao ser abordado. O suspeito teria jogado em um vaso sanitário três aparelhos celulares. O departamento técnico da polícia trabalha na recuperação do conteúdo dos aparelhos.

A SSP anunciou, também, que as investigações sobre o caso ficarão sob responsabilidade do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). “Sabemos que quatro homens participaram do arrebatamento e nossos esforços estão no sentido de identificar essas pessoas”, destacou o coronel Marcelino Fernandes, da Corregedoria da PM.

 

Investigação apura momento em que corpo foi levado para o carro

 

Uma das questões que a investigação visa responder é em que momento o corpo da PM (Policial Militar) Juliane dos Santos Duarte foi levado para o carro onde foi encontrado. Segundo testemunhas, o veículo estava no local há três dias quando foi localizado com a PM no porta-malas.

O carro não tem queixa de furto e roubo e pertence a um banco. O secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou que neste momento as informações estão sendo repassadas com cautela para não atrapalhar o sigilo das apurações.

O secretário foi questionado sobre como a Pasta pretende agir para evitar que novas ocorrências sejam registradas na comunidade Paraisópolis, de onde a PM foi sequestrada, seja contra policiais ou contra a população, em uma suposta reação da polícia ao assassinato da PM. “Estamos nos concentrando para elucidar esse crime. Não há retaliação. Há emprego das ferramentas do Estado para elucidação de um crime que provocou clamor”, afirmou o secretário. O corpo de Juliane tinha três marcas de tiro, duas na virilha e outra na cabeça.

“Quando se atenta contra a vida de um policial, se atenta contra o Estado. Por isso o Estado tem que dar uma resposta”, declarou o coronel Marcelino Fernandes, da Corregedoria da PM. “Juliane morreu por que era policial, agindo como uma policial”, concluiu.

A polícia segue oferecendo recompensa que pode chegar a R$ 50 mil para quem passar informações que ajudem a identificar os assassinos de Juliane.



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