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Educação: questão de acesso


Do Diário do Grande ABC

07/08/2018 | 16:57


Artigo

Em tempos de polarização de opiniões, da política ao futebol, todos hão de concordar com uma afirmativa: a Educação brasileira de qualidade é cara e restrita a parcela muito pequena da população. O Brasil ocupa uma das dez piores colocações no ranking mundial da Educação. Nosso País, a maior economia da América Latina, possui a pior Educação da região, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

E, como se não fosse suficiente, pesquisas recentes mostram que 20% dos brasileiros de 15 a 29 anos não estudam nem trabalham, e que 76% dos jovens entre 20 e 24 anos simplesmente não estudam. Cerca de 40% de todos os alunos brasileiros nem sequer terminam o Ensino Básico.

O atual quadro brasileiro de falência educacional está consistentemente minando qualquer esperança clara de ascensão dos jovens e crianças. É preciso romper estruturalmente o status quo atual e ampliar em larga escala o modelo – hoje restrito – a escola de qualidade. Somente assim haverá maior isonomia de oportunidades. Isso é um imperativo – condição básica para a existência de País justo.

Cabe lembrar que nenhuma democracia se consolidou sem Educação Básica de qualidade, e não será diferente com o Brasil. A atual taxonomia entre as escolas boas e as escolas ruins não pode limitar as oportunidades médias que uma pessoa terá ao longo da vida, como ocorre hoje. Chegou o momento de os empreendedores sociais e demais entusiastas se mobilizarem em torno de soluções que atendam aos anseios e às necessidades da população no que se refere à Educação Básica.

Projetos bem-sucedidos em países como Peru, Colômbia, Índia, África do Sul, Paquistão e Vietnã, dentre outros, indicam duas coisas: 1 – não é fácil, mas é possível, transformar a realidade educacional; e 2 – não se trata de questão de recursos unicamente econômicos, mas, principalmente, humanos – gestão é o axioma comum em todos os casos estudados, nos quais se conseguiu elevar os níveis de conteúdo, a motivação dos docentes e as condições de trabalho no ambiente escolar.

É preciso encorajar o ecossistema, público e privado, a vislumbrar diferentes tipos (e prazos) de retorno no empreendimento educacional, injetando visão de longo prazo, entendendo a maturação lenta de bom e consistente projeto educacional e sendo capaz de valorizar suas externalidades positivas à sociedade.

Educação de qualidade precisa ser acessível a todas as famílias brasileiras. Só desta forma será possível pensar em futuro com menos violência, menos desigualdades sociais e mais possibilidades.

Danilo Costa é fundador e presidente da Escola Vereda Educação.

Palavra do leitor

Dada a largada
Decididos os candidatos para outubro, chegou a hora de a bola rolar. Bem, o cardápio apresentado não ajuda muito, isso é notório. Temos até situação ridícula e inusitada de um candidato presidiário. Se é o melhor que o partido pode oferecer, imagina o que sobrou nesta legenda. Bem, vamos fazer um pente-fino com o que temos e seguir o caminho. Precisamos analisar o que cada um propõe como projeto de governo para cada área e o mais importante, como fazer. O que interessa a nós são escolas e hospitais de boa qualidade; economia crescente para gerar emprego e oportunidade para todos, independente de cor, sexo, raça etc. Segurança e uma máquina pública enxuta e eficaz. Essa engrenagem funcionando, o Brasil dará um salto de qualidade bastante significativo. Muitos que aí estão, já prometeram e não cumpriram. Vamos acionar nosso desconfiômetro e poder de análise. Fiquemos atentos também a alguns novatos, suas propostas e o que fizeram em suas vidas pregressas.
Mauri Fontes
Santo André

Voto no Grande ABC
O caderno de Política do Diário do dia 6 de agosto mostra que o Grande ABC tem um deputado para cada 350 mil eleitores, Estamos com quase nenhuma representatividade no cenário político estadual e federal. Peço aos nossos eleitores do Grande ABC que ajudem e votem em candidatos da nossa região. Para que assim possamos cobrar recursos e melhorias para todos os sete municípios. Não votem em candidatos que sequer sabem o que é o Grande ABC.
José Eduardo Zago
Mauá

Voto
Vote certo. Vote em um candidato de sua preferência para não ter de aguentar depois um presidente escolhido por apenas 30% dos eleitores deste País. Votos válidos são os que sobram depois de subtraídos os brancos e nulos. Além disso, há que se considerar os eleitores omissos, os que preferem viajar. Ou a população aprende a votar, ou seremos dirigidos por pseudos políticos. Instrumentos do dinheiro, de Deus e/ou do narcotráfico.
Márcia Perecin
São Bernardo

Mário Covas
A manchete ‘Governo do Estado corta investimentos no Hospital Mário Covas’, publicada pelo Diário em 5 de agosto, é incorreta e induz o leitor ao erro. Entre 2010 e 2018 não houve corte, mas sim aumento nos valores destinados anualmente ao hospital. No período, foram repassados mais de R$1,3 bilhão para custeio do hospital. O valor anual para custear a unidade cresceu cerca de 87%. O reajuste foi superior à inflação medida pelo IPCA no período. Em 2018, o valor previsto é de R$ 203 milhões, quase o dobro em comparação ao valor de 2010, quando o custeio anual foi de R$ 108 milhões. Nesse período foram investidos R$ 15 milhões em obras de melhorias e ampliação de serviços, para atender a população usuária do SUS da região. Isso evidencia o empenho do Estado em fortalecer um hospital que é referência e tem crescimento anual em seu custeio e produção. O Estado também mantém outros três serviços de saúde na região – o Hospital Estadual de Diadema e os AMEs de Mauá e Santo André –, com custeio superior a R$ 350 milhões, que também atendem à demanda da região.
Secretaria de Estado da Saúde – SP

Nota da Redação – O Diário mantém as informações.

Lula
A permanência de Lula na cadeia é mais do que uma questão de justiça, é de segurança nacional. Isso para dizer o mínimo!
Eleonora Samara
Capital

Subtração
O cidadão Iraniano que ganhou o prêmio Fields, o Oscar da Matemática, não contava com o poder de subtração dos brasileiros. A que ponto chegamos!
Cláudio Juchem
Capital

Plano B
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), bem como o STF (Supremo Tribunal Federal), têm de decidir o quanto antes a situação do preso em segunda instância Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de não ter as instituições avacalhadas. Está claro que a palhaçada de tantos recursos, habeas corpus, inscrição de sua candidatura é o plano do PT para que o Lula e o número 13 apareçam nas urnas, causando confusão aos mais desavisados e até tumultos de acordo com o número de votos da sigla. Para mim, o plano B do PT é mesmo o de tumultuar as eleições, e o Brasil que se dane.
Tania Tavares
Capital
 



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