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'Dinamismo só se recupera com intervenção do Estado', diz economista de Boulos



07/08/2018 | 11:50


O economista Marco Antonio Rocha, "guru" econômico do candidato Guilherme Boulos (PSOL) à Presidência da República nas eleições 2018, disse nesta terça-feira, 7, que a economia do País só vai recuperar seu dinamismo se o Estado recuperar a capacidade de investimento. Para ele, "programas emergenciais" para "salvar a economia precisam também sinalizar um novo modelo de desenvolvimento".

"Nosso diagnóstico pós-crise é de que o dinamismo só vai se recuperar com a intervenção do Estado, com capacidade de fazer investimento público", disse na abertura da série de sabatinas "Os economistas das eleições", do jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Um plano emergencial factível tem de ser pensado não apenas para solucionar a questão de emprego e renda a curto prazo, mas também precisa ser estruturante, para um médio e longo prazo."

Ele expôs detalhes dos três eixos que a campanha de Boulos propõe para a economia brasileira, que, em sua avaliação, "teve sua situação agravada a partir de 2015, com a política de austeridade fiscal".

O primeiro tópico destacado por Rocha é o desenvolvimento produtivo e tecnológico. "O governo tem que pensar uma nova estrutura de fazer política industrial no Brasil. É um desafio também por causa da estrutura mundial. Nosso plano quer estabelecer canais de legitimação da política industrial e tecnológica com a população."

Rocha também falou da necessidade de "recuperar os mecanismos de intervenção do Estado na economia", ao tratar das empresas estatais e bancos públicos. "Essas instituições precisam ser instrumentos-chave. Não dá para financiar por completo a política industrial com o caixa dessas empresas. Queremos dar fim à política de privatizações. A Petrobrás não está desalinhada aos padrões internacionais."

O economista disse que Boulos pretende ainda "reestruturar a gestão macroeconômica. "O regime fiscal tem que ser menos fiscalista e dar mais abrigo a uma política de desenvolvimento. Queremos colocar uma política que permita ao Estado atuar de forma contracíclica contra a crise, com capacidade se investimento a longo prazo. Passar para um planejamento orçamentário plurianual, e não mirando metas de superávit". Ele defendeu ainda uma reforma tributária progressiva, com diminuição de impostos sobre consumo e aumento da carga sobre patrimônio e renda.

Esse é o primeiro de oito encontros que o Estado e o Instituto Brasileiro de Economia da FGV promovem com os profissionais responsáveis pela elaboração dos programas econômicos de governo dos principais candidatos à Presidência.

Além de Rocha, da chapa do PSOL, estão confirmadas sabatinas com os economistas das campanhas de Marina Silva (Rede), João Amoêdo (Novo), Lula/Haddad (PT), Henrique Meirelles (MDB), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL).

Os fóruns são abertos ao público e têm entrada gratuita mediante inscrição pela internet, no site da FGV (fgv.br). As vagas são limitadas. O público presente também participa do evento mediado por jornalistas do Estado com perguntas aos economistas.

Confira a agenda completa abaixo.

10/8 - André Lara Resende (campanha de Marina)

16/8 - Gustavo Franco (campanha de Amoêdo)

23/8 - Márcio Pochmann (campanha de Lula/Haddad)

11/9 - José Márcio Camargo (campanha de Meirelles)

18/9 - Mauro Benevides (campanha de Ciro)

21/9 - Pérsio Arida (campanha de Alckmin)

3/10 - Paulo Guedes (campanha de Bolsonaro)



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