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Coreia do Sul ameaça bloquear acordo de livre comércio, se EUA impuser tarifas



07/08/2018 | 08:09


A Coreia do Sul ameaçou bloquear um acordo revisado de livre comércio com os EUA, a menos que seus carros ganhem uma isenção das tarifas americanas propostas, colocando em risco o único acordo de livre comércio que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, renegociou com sucesso.

A tensão econômica renovada entre os dois aliados militares ocorre quatro meses e meio depois de eles terem concordado, em princípio, com a revisão de seu acordo de livre comércio de seis anos.

Os termos revisados se concentraram na redução do déficit comercial dos EUA, permitindo que os EUA mantivessem sua tarifa de importação de 25% sobre as caminhonetes sul-coreanas por mais 20 anos - até 2041 - e flexibilizassem as regras de segurança de Seul para ajudar os carros americanos a ter melhor acesso para o mercado sul-coreano. A Coreia do Sul também concordou com uma cota de exportações de aço para os EUA, que as manteve em 70% de sua média anual nos últimos três anos.

Agora o negócio está em risco porque Trump ameaçou depois impor tarifas de até 25% em importações de automóveis e autopeças por motivos de segurança nacional, sob a seção 232 de uma lei comercial de 1962.

"Caso os EUA invoquem a seção 232 para impor tarifas adicionais aos carros sul-coreanos, o Parlamento pode não ratificar o acordo comercial revisado", disse Hong Young-pyo, líder do Partido Democrata, que liderou uma delegação de legisladores para Washington. Ele disse que os cinco principais partidos estavam unidos na questão.

Na Coreia do Sul, o acordo comercial revisado equivaleria a um novo tratado que exigiria ratificação pela legislatura para entrar em vigor. O presidente do país não tem poder para sobrepujar o parlamento sobre isso.

O porta-voz do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, não quis comentar o assunto. Tanto os EUA quanto a Coreia do Sul dizem que estão trabalhando para concluir o acordo preliminar alcançado em março, mas o acordo final exige ratificação pelo Parlamento sul-coreano. Fonte: Dow Jones Newswires.



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