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Diadema paralisa transporte de alunos com deficiência

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Contrato com terceirizada encerrou sem nova licitação no gatilho; pacientes também são afetados


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

07/08/2018 | 07:00


Pais de crianças com deficiência em Diadema têm enfrentado dificuldades para mandar os filhos à escola nos últimos dias. Pelo menos desde a semana passada parte do transporte municipal de alunos cadeirantes está paralisada porque o contrato entre o governo do prefeito Lauro Michels (PV) com a Locar Útil, empresa responsável pelo serviço, chegou ao fim sem que o Paço contratasse uma firma substituta a tempo.

A equipe de reportagem do Diário conversou com pais de estudantes que utilizam o serviço, sob condição de anonimato. Eles relataram que as vans da Locar Útil pararam de prestar o trabalho no dia 31 e que, desde então, algumas crianças não foram transportadas ao colégio. “Estão sem ir às aulas e aguardando a normalização do serviço. (Esperando para ver) Se irão fazer contrato emergencial ou nova licitação”, relatou uma mãe de aluno cadeirante, que disse, inclusive, que os pais tiveram conhecimento do encerramento do contrato somente pelos próprios motoristas dos veículos.

A maioria desses alunos estuda na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Diadema, localizada no Parque Real, e o Lar Escola Jêsue Frantz, com várias unidades espalhadas pelo município.

Funcionários da Locar Útil confirmaram que a empresa recolheu os carros que prestavam serviço ao município e alegaram que isso ocorreu por conta de encerramento do contrato no dia 31. Levantamento feito pelo Diário junto ao Portal da Transparência do Paço mostra que o governo Lauro deve pelo menos R$ 55,2 mil à empresa por serviços prestados e não pagos, o que a firma não quis comentar.

A relação entre o município e a empresa é antiga, datada desde o segundo governo do ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT, 2005-2008). Naquela época, a terceirizada levava o nome de Transkomby Locadora de Veículos Ltda e sua atuação era envolta de irregularidades. Em seis anos de vínculo, a empresa recebeu R$ 25,5 milhões do município. “Estamos desde quarta-feira (dia 1º) sem o transporte. Estávamos sabendo que o contrato da empresa iria até dia 31 de julho, mas sem explicação nenhuma do que ira acontecer depois disso. Na quarta-feira me ligaram da Secretaria de Transportes dizendo que estavam com problemas e que não iriam ter carro para levar minha filha, mas que na quinta estaria tudo resolvido. Na quinta tornaram a me ligar dizendo que só resolveriam na segunda (ontem). Novamente ligaram hoje (ontem) e ainda nada”, desabafou uma mãe de uma menina que tem paralisia cerebral e que depende de transporte adaptado para ir à escola. “Ela não tem ido ao colégio desde então”, relatou.

OUTROS SERVIÇOS - Além do transporte de alunos com deficiência, a Locar Útil também atendia munícipes com mobilidade reduzida que precisam do serviço para realizar hemodiálise e quimioterapia, por exemplo, em hospitais do Grande ABC e até da Capital.

O Diário questionou o governo Lauro sobre a paralisação do serviço, mas a administração não respondeu. Em maio, o Paço chegou a publicar no Diário Oficial abertura de licitação para contratação de empresa e de motoristas, mas o certame foi adiado em junho e a Prefeitura não retomou a concorrência. 



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