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Soberano nos palcos

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Livro destrincha toda a trajetória de Antonio Fagundes no teatro; lançamento será na quarta-feira


Miriam Gimenes

06/08/2018 | 07:00


 Antonio da Silva Fagundes Filho é uma unanimidade no que diz respeito à atuação. Dono de uma carreira sólida e respeitada, seja nos palcos, na televisão ou no cinema, ele quebrou as amarras do status de galã – conquistado a partir do Cacá, de Dancin’ Days (1978) – e mostra ano a ano, com seu ofício, a que veio. E é justamente isso que relata o livro Antonio Fagundes no Palco da História: um Ator (Editora Perspectiva, 488 páginas, R$ 84,90). que será lançado quarta-feira, na Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073), a partir das 19h.

De autoria da historiadora Rosangela Patriota, a publicação, que levou mais de uma década para ser finalizada – o que inclui a conversa com o biografado, pesquisas e escrita – narra os 50 anos de carreira do ator tendo o Brasil como plano de fundo e levanta questionamentos sobre o teatro brasileiro.

O projeto surgiu, segundo a Rosangela, por conta da aproximação que eles tiveram em meados de 2002, em razão de um amigo em comum, o ator e diretor teatral Fernando Peixoto (1937-2012), sobre o qual a escritora estava recolhendo depoimentos para fazer um projeto. Tiveram, então, um primeiro contato telefônico e depois se encontraram pessoalmente. “Todo mundo sabe que ele (Fagundes) é grande leitor, intelectualmente diferencial. Leu meu livro sobre Vianinha (Oduvaldo Vianna Filho) e quando nos encontramos ele disse ter gostado muito e me perguntou: ‘Você só se interessa pelo teatro dos anos 1960 e 1970? Você não se interessa pelo dos anos 1980?’ Foi a senha. Sugeriu que eu fizesse algo sobre ele semelhante ao que tinha feito com o Vianinha. “Era isso que eu gostaria, não queria uma biografia tradicional”, acrescentou Fagundes, segundo a autora.

Rosangela passou a ter conversas constantes com o ator – sobre arte, política, o País –, a assistir a seus ensaios, as apresentações e a pesquisar tudo o que podia sobre ele. “Tem um detalhe que é importante, principalmente para quem acompanha essa questão de biografias. Antonio Fagundes nunca me perguntou sobre o que eu ia escrever, nunca me pediu para ler ou sugeriu ‘você vai falar sobre isso ou aquilo’. Sempre respeitou o trabalho intelectual.”

Com essa liberdade, a escritora reconta sua carreira desde que ele fez suas primeiras peças no teatro do Colégio Rio Branco, em São Paulo, às principais montagens – entre as mais recentes Vermelho, Tribos e Baixa Terapia – e de que forma ele se consolidou como ator, tornou seu nome uma instituição, e ‘conversou’ a cada época com a realidade em que vivia. “ Quando alguém vira e diz: ‘Ele é um galã que usa projeção da televisão para fazer sucesso’ a pessoa só joga foco na história dele na Globo. Porque se você olha em perspectiva vê que fez inúmeras coisas, rompeu caminhos e parâmetros e se descortina além de um grande artista, um intelectual. O livro joga luz sobre isso, sobre as escolhas dele.”

Não é à toa que ao devorar o livro finalizado, em meados do ano passado, Fagundes a abraçou emocionado – ‘disse que eu dei olhares à sua história que nem ele mesmo tinha percebido’ – e garantiu estar com ela no lançamento de São Paulo e do Rio de Janeiro.



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