Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 18 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Gerson Conrad volta à produção

Annete Conrrad/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após 37 anos sem lançamento, ex-Secos & Molhados apresenta disco de inéditas


Vinícius Castelli

05/08/2018 | 07:00


 Gerson Conrad pode até ter ficado distante do mercado fonográfico, mas não da música. Cantor, violonista e compositor que fez sucesso junto ao grupo Secos & Molhados, nos anos 1970, ele põe fim ao hiato de 37 anos sem um trabalho de inéditas e coloca nas prateleiras – e plataformas digitais – o álbum Lago Azul (Deck, R$ 20, em média).

O trabalho, terceiro da carreira solo, é ilustrado por 12 canções. “Todas as obras do disco são inéditas. Algumas, compostas há décadas, outras mais recentemente”, diz Gerson ao Diário. Ele assina a produção ao lado do guitarrista Aru Jr., parte do grupo Trupi, que o acompanha há duas décadas.Todas as faixas são autorais, algumas delas assinadas junto de nomes como Paulinho Mendonça, Alessandro Uccello, entre outros.

Boas pitadas de rock setentista estão no trabalho, como na faixa Estação, que abre o disco. “Sou cria da década de 1970, um dos períodos musicais mais criativos das últimas décadas”, afirma o artista. Quando questionado se acha que há algo de Secos & Molhados em sua nova música ele responde: “O que acredito é que, se o extinto grupo estivesse atuando até hoje em  dia, estaríamos fazendo um som muito próximo do que apresento em Lago Azul”, afirma.

“No meu trabalho pode-se ouvir referências e estilos musicais de toda ‘sorte’. É uma característica das minhas composições não ter restrição de gênero”, acrescenta. Prova disso é a canção que dá nome ao disco, carregada, ainda que de forma não intencional, de referências da fase Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.

Após tantos anos sem realizar um registro fonográfico, e Gerson sentiu falta disso, ele revela que a sensação de ter novo trabalho é, sem dúvida, “gratificante”. Ele conta que o afastamento se deu por conta das mudanças da indústria fonográfica. “Na década de 1980, logo após o lançamento de meu LP Rosto Marcado, as gravadoras mudaram seu perfil de atuação, não possibilitando espaço e permitindo que eu, e muitos outros artistas, tivéssemos a oportunidade de um trabalho de continuidade. O que sobrou foi a opção de produção independente, que, para mim, não interessava por razões óbvias, como distribuição em território nacional por exemplo”, diz.

Apesar de somar 37 anos sem um disco, o que deve ter causado saudade aos seus fãs, Gerson sempre se manteve atuante. “Jamais fiquei longe da música. Faz 45 que faço shows ou apresentações ao vivo”, explica. Ele acredita que lançar Lago Azul é de fundamental importância. “Me possibilita proximidade com fãs e público que me prestigiaram e continuam me prestigiando. E para quem quiser ver o resultado ao vivo de sua nova fase ele avisa: “Em breve Gerson Conrad & Trupi iniciarão turnê de lançamento do CD Lago Azul”, encerra.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados