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Lauro projeta desconfigurar praça no Centro criada pelo avô

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Projeto prevê estacionamento e redução de área verde na Castelo Branco, a primeira da cidade


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/08/2018 | 07:00


O projeto que vem sendo debatido entre a Prefeitura de Diadema e os comerciantes da Praça Castelo Branco pode desconfigurar o local, a primeira praça da cidade, ampliada e inaugurada com o nome atual em 1965, na gestão do ex-prefeito Lauro Michels, tio-avô do atual prefeito, Lauro Michels (PV). Há pelo menos dez meses, a administração tem realizado encontros com os donos dos estabelecimentos comerciais do entorno e as intervenções, que visam resolver problemas de drenagem e pavimento irregular, também preveem retirada de árvores e criação de vagas de estacionamento.

“Dependendo do projeto, um pouco da história da cidade, que é bastante recente, pode acabar se perdendo”, avaliou a arquiteta e presidente do Condepad (Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico, Documental, Artístico e Cultural de Diadema), Maria Luísa Gagliardi.

Uma visita ao Centro da Memória da cidade mostra que a Praça Castelo Branco passou pela última intervenção em 1989, na gestão do ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos. A rua que existia entre o comércio e a praça foi substituída pelo calçadão, que existe até hoje. A praça abriga, também, a árvore que leva seu nome, Diadema. O colunista Ademir Medici contou na edição de Memória do Diário de 18 de novembro de 2011 que a espécie foi criada pelo biólogo Peter Reckers.

“Em 1958, eram três praças menores, nas pontas do que hoje é a Castelo Branco, uma delas denominada Largo da Vila Conceição e outra, a Praça da Emancipação”, lembrou a arquiteta.

“Com a desapropriação de toda a área, ficou uma praça de verdade, Podemos dizer que foi a primeira concebida como tal”, completou. O Condepat não foi notificado sobre as possíveis reformas e também ainda não teve acesso ao projeto completo. “Vimos só o projeto paisagístico, mas não sabemos quantas árvores serão suprimidas com o projeto, para onde serão levadas. Ouvimos falar que seriam retiradas de 50 a 70 espécimes, mas até agora não tem nada de concreto”.

A reforma já virou alvo de inquérito civil, instaurado em 17 de julho pela Promotoria de Justiça, do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo de Diadema, devido à possível supressão de árvores da praça. Diadema está entre as cinco cidades brasileiras com menor número de metros quadrados de áreas verdes por habitante.

O inquérito foi aberto após provocação do integrante do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) e do MDV (Movimento em Defesa da Vida) Claudio Milz, que soube pela imprensa das mudanças que estavam sendo planejadas e enviou e-mail à Promotoria. “O Condema não foi notificado sobre o projeto e, infelizmente, acredito que as coisas só funcionem via MP (Ministério Público) no Brasil”, afirmou. “Minha expectativa é que a praça fique como está. É uma das pouquíssimas áreas verdes no Centro de Diadema, queremos preservar”, concluiu Milz.

Os dois conselhos, de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio, se reúnem na semana que vem para deliberar sobre o tema. A administração municipal tem até o dia 17 de agosto para se manifestar no inquérito. A Prefeitura não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre a reforma.



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