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A força do jornalismo regional


Wilson Marini
Da APJ

02/08/2018 | 07:00


Antes, a cidade era o mundo das pessoas. Agora, o mundo parece se transformar numa cidade da qual todos fazem parte. Como fica o jornalismo local e regional diante desse novo contexto global? Paradoxalmente, nunca os jornais locais foram tão lidos. E nunca foram tão importantes para a coletividade. Cabe ao jornal local olhar o complexo mundo interconectado com os olhos do seu leitor. Somente o jornal local pode interagir com a comunidade e refletir as tendências em ambos os sentidos – de dentro para fora e de fora para dentro. A tecnologia digital ampliou exponencialmente a visibilidade de todos os jornais. Primeiro, beneficiou os de influência nacional e estadual. Como o sol veio para todos, os locais e regionais também estenderam seu olhar para além das fronteiras e podem atender comunidades em qualquer parte do país ou do mundo. O regional é o segmento que mais cresce no jornalismo.

Miopia nas capitais
A chamada “grande imprensa” muda de roupagem no design permanentemente, mas continua com os mesmos cacoetes herdados do período das guerras mundiais e da Guerra Fria, quando se temia que um conflito pudesse gerar desabastecimento e caos econômico no País. As manchetes de primeira página eram invariavelmente internacionais, de vez em quando nacionais e, raramente, locais. Essa “pegada” persiste. São ainda redações muito grandes para tratar de questões que interessam ao cidadão no seu cotidiano. Concentram-se na agenda global sempre tumultuada ou na caricatura política de Brasília como se as necessidades dos leitores estivessem atreladas unicamente à Operação Lava Jato ou às surpreendentes manobras do presidente Trump. Esses geram fatos jornalisticamente importantes. A política e a economia nacional e global geram pautas relevantes, sem dúvida, por isso não devem ser ignoradas, mas não são tudo na vida das pessoas. E quase sempre, nem são o principal.

O valor da imprensa local
O que toca a vida das pessoas são os fatos locais. Doctorow escreveu sobre isso já no começo do século 20. Uma aldeia, disse ele, precisa de um jornal quando começam a ocorrer coisas que as pessoas não conseguem entender ou enxergar. É para isso que existe o jornal local. Franco Montoro, ex-governador paulista, ensinou na década de 1980 que as pessoas não moram na União, mas no município. Estado, nação e país são abstrações mentais. Para a maioria das pessoas, a realidade ocorre no lugar onde se mora, estuda ou trabalha, ou seja, onde se vive. É para essas pessoas que o jornal local existe – para aquelas que desejam transformar positivamente a realidade ao seu torno. Que têm espírito comunitário. Os jornais de influência nacional falam para públicos difusos e multidões anônimas. São Paulo, maior cidade do País e da América Latina, é carente de um jornal que informe, discuta e oriente com constância e profundidade sobre seus assuntos locais, sejam bons, ruins ou neutros. Que enxergue o cotidiano da metrópole. A mobilidade, por exemplo. A transformação nas ruas. Estão muito ocupados com temas “mais importantes”. Este começo de século protagoniza uma era de revalorização das cidades e de seus jornais.

Democratizar a universidade pública
O deputado estadual Aldo Demarchi (DEM, base eleitoral em Rio Claro) quer democratizar o Ensino Superior no Estado de São Paulo. Ele é autor de projeto de lei que prevê a cobrança de mensalidade a alunos que têm condições financeiras de pagar pelos estudos de nível superior em instituições estaduais. Segundo a proposta, a verba arrecadada com as mensalidades será encaminhada ao FDES (Fundo para a Democratização do Ensino Superior no Estado de São Paulo), também criado pelo documento para custear bolsas de estudos a estudantes em situação financeira desfavorável para cursar faculdades e demais escolas de ensino superior particulares. “É injusto para o cidadão de baixa renda ou da classe média ter até 25% dos seus ganhos levados pelos impostos, dinheiro que custeia as instituições públicas de ensino superior, e não vislumbrar a possibilidade dos seus filhos ingressarem em uma dessas instituições”, diz ele.

Primeiros socorros
Projeto sancionado na sexta-feira pelo governo paulista alterou a legislação que cria o programa Lições de Primeiros Socorros na Educação Básica do Estado. A proposta, do deputado Carlos Cezar (PSB), amplia a medida para as creches e os berçários, que a partir de agora também deverão possuir funcionário habilitado em curso de primeiros socorros nas atividades. O deputado argumentou que ocorreram diversos acidentes em escolas, lembrando o caso do estudante Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que morreu engasgado em um passeio escolar em 2017, em Campinas.

De vento em popa
- O Índice de Confiança Empresarial, da Fundação Getulio Vargas, avançou 0,9 ponto de junho para julho, para 91,6 pontos (em uma escala de zero a 200 pontos).
- A Trio, fábrica de barras de cereais com sede em Sorocaba, anunciou a transferência da planta com 250 funcionários para Valinhos, às margens da Rodovia Anhanguera. A mudança ocorrerá no começo de 2019. A empresa deve ampliar o quadro de funcionários. 



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